Notícias / Publicações

Veja aqui um clipping dos seguintes jornais online:

  • Valor Econômico

Banco de Brasília adia divulgação de resultados do 1º trimestre para esta quarta-feira

O Banco de Brasília (BRB) informou na noite de terça-feira que, por questões operacionais, adiou em um dia a divulgação das informações trimestrais (ITR) referentes ao 1º trimestre de 2022. A divulgação do balanço se dará nesta quarta-feira (25) após o fechamento do mercado e a teleconferência de resultados ocorrerá na quinta-feira (26), às 11h. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Starbucks vende marca de suco para americana Bolthouse Farms


A fabricante de alimentos frescos, que tem sede na Califórnia, disse que concordou em adquirir a linha Evolution Fresh de sucos e que o acordo deve ser fechado ainda este ano A Starbucks anunciou que está vendendo sua marca de suco prensado, a Evolution Fresh, para a americana Bolthouse Farms e que quer se concentrar em seus negócios de bebidas de café e na melhoria de suas lojas e relações com seus funcionários. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Sem aval do Tesouro, crédito rural com subsídio segue paralisado


Liberação de novos empréstimos ainda depende de remanejamento de recursos A contratação de crédito rural com juros subsidiados continuará suspensa enquanto o governo não concluir o remanejamento do valor adicional de R$ 1,1 bilhão necessário para bancar a subvenção desses financiamentos. São cerca de R$ 24 bilhões em recursos para custeio e investimentos que restam do Plano Safra 2021/22 e que estão travados nos bancos desde fevereiro deste ano por falta de orçamento. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

MDB vê casamento consolidado com Leite no RS e aposta em Tasso para vice de Tebet


A experiência do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o fato de ele ser do Nordeste são vistos como ativos importantes para atrair o eleitorado Apesar das articulações de uma ala do PSDB por um novo nome como pré-candidato à Presidência da República, integrantes da cúpula do MDB avaliam que a iniciativa do entorno do deputado Aécio Neves (PSDB) está esvaziada e apostam que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é o que reúne mais chances de compor a dobradinha com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata do MDB ao Palácio do Planalto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Cidadania declara apoio à candidatura de Simone Tebet à Presidência


O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, declarou nessa terça-feira (24) apoio do partido à pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República. A legenda se une ao MDB, que também deu aval às pretensões eleitorais da parlamentar sul-matogrossense, e aguarda a posição do PSDB em relação à aliança em torno da emedebista. “Simone Tebet terá a oportunidade de liderar um projeto que atraia os setores mais diversos possíveis. E o MDB, uma segunda chance histórica de ser novamente instrumento de unidade e reafirmação da liberdade e do desenvolvimento do país. Com a primordial tarefa de isolar os inimigos da civilização: o fascismo e a barbárie. Essa é a posição da Executiva Nacional do Cidadania, à qual o partido espera que os demais integrantes do centro democrático e todos os que desejam o fim da polarização se associem”, disse Freire, em nota enviada à imprensa após reunião da Executiva Nacional. Assim como o MDB, o Cidadania também se posicionou para tentar minar as articulações de uma ala do PSDB, encabeçada pelo deputa Aécio Neves (PSDB), para que a sigla busque um novo nome para a disputa nacional após a desistência de João Doria. “Não estamos em 1964 ou nos tempos da resistência à ditadura militar, mas os tucanos, fundamentais na construção da candidatura única, abrem mão da cabeça de chapa para que o MDB se torne novamente uma grande frente democrática. E retome seu papel histórico”, disse Freire, ignorando as movimentações de Aécio e seus aliados. O dirigente disse que o centro democrático está aberto ao diálogo “com todas as forças que vejam na polarização um embate que empobrece o país”. “Ninguém está aqui a dizer que uma ditadura como a de 58 anos atrás se avizinha. Mas a destruição de seus pilares está em curso. A história não se repete senão como farsa. Mas é importante conhecê-la”. Ele também elogiou a decisão de Doria de sair da corrida nacional e classificou o movimento como “gesto de grandeza”. “Ele deixa de sonhar com a presidência para que milhões de brasileiros sonhem com uma candidatura de união, que fure a polarização entre Lula e Bolsonaro”, disse Freire. Roberto Freire declara apoio do Cidadania à pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República Cristiano Mariz/O Globo

Câmara rejeita emendas e mantém salário mínimo de R$ 1.212 em 2022


A Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (24) a medida provisória (MP) que fixou o salário mínimo em R$ 1.212 este ano e rejeitou iniciativas da oposição para aumentar o valor. A proposta segue para análise do Senado, que precisa aprova-la até 1º de junho para que o projeto não perca a validade – o que faria o piso voltar ao patamar de 2021. O salário mínimo de R$ 1.212 está em vigor desde 1º de janeiro de 2022 porque medidas provisórias têm força de lei a partir da publicação. Os deputados aprovaram a proposta em votação simbólica, mas rejeitaram as emendas dos partidos de oposição para elevar o valor, sob o argumento de que a inflação do período corroeu o poder de compra dos trabalhadores. O deputado Elvino Bohn Gass (PT-RS) apresentou emenda para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse obrigado a publicar decreto atualizando o valor pela inflação acumulada de janeiro até a data de sanção em junho. “O que estamos propondo é repor a perda que o trabalhador teve no período”, disse. De janeiro a abril, a perda do poder de compra alcançou 4,49%, ressaltou. “Estamos num período fora da curva com o governo Bolsonaro.” Apenas os partidos de oposição e o Cidadania votaram a favor dessa emenda. Já as siglas governistas, incluindo o PL de Bolsonaro, o PSDB e MDB, votaram contra a mudança. A emenda da oposição foi rejeitada por 222 votos a 126. Relatora da MP, a deputada Greyce Elias (Avante-MG) disse que não havia espaço no orçamento do governo para aumentar o valor este ano e lembrou que cada R$ 1 a mais teria impacto de “bilhões de reais em toda a cadeia do país”. “Todas as motivações trazidas são nobres neste plenário, mas nós precisamos mais uma vez relembrar a nossa obrigação de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, a lei orçamentária votada no ano de 2021”, disse. Salário mínimo de R$ 1.212 está em vigor desde 1º de janeiro de 2022 porque medidas provisórias têm força de lei a partir da publicação Marcello Casal Jr./ABr

Brasil registra 228 mortes por covid-19 em 24 horas e média móvel segue estável


Segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de mortes nos últimos sete dias é de 97 por dia, um recuo de 9% em relação aos óbitos registrados em 14 dias O Brasil registrou 228 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito junto às secretarias estaduais de Saúde, nesta terça-feira (24). Com isso, o total de óbitos pelo novo coronavírus subiu para 665.955. A média móvel de mortes nos últimos sete dias é de 97 por dia, um recuo de 9% em relação aos óbitos registrados em 14 dias, indicando tendência de estabilidade do dado. Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rondônia não registraram mortes nas últimas 24 horas. Os Estados de Roraima e Tocantins não atualizaram suas informações sobre a pandemia nesta terça-feira. De acordo com o balanço fechado às 20h, o número de novos casos conhecidos de covid-19 de ontem pra hoje foi de 32.998, elevando o total de infectados para 30.832.912. A média móvel de casos do novo coronavírus nos últimos sete dias foi de 15.425 por dia, um recuo de 6% em relação aos casos registrados em 14 dias. Os dados divulgados pelo consórcio de imprensa foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 de junho de 2020 para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

Ramos acusa Lira de se aliar a Bolsonaro para tirá-lo da vice-presidência da Câmara


Lira rebateu e afirmou que quem procurou outro Poder foi Ramos, ao recorrer ao Judiciário, e que o ex-aliado está atrás de “holofotes” O agora ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos (PSD-AM) criticou hoje em plenário o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), por destituí-lo do cargo e o acusou de fazer isso a mando do presidente Jair Bolsonaro (PL). Lira rebateu e afirmou que quem procurou outro Poder foi Ramos, ao recorrer ao Judiciário, e que o ex-aliado está atrás de “holofotes”. O embate ocorreu após Lira declarar vago o cargo de Ramos, por ele ter trocado o PL pelo PSD, e convocar eleição para substituí-lo, amanhã. O novo eleito terá que ser do PL e cinco nomes se candidataram para a disputa: Lincoln Portela (MG), Flávia Arruda (DF), capitão Augusto (SP), Fernando Rodolfo (PE) e Bosco Costa (SE). Ramos subiu à tribuna da Câmara para discursar nesta terça-feira e disse que a decisão de Lira não foi regimental nem jurídica, mas política. “E uma decisão política perigosa porque atenta contra a liberdade e autonomia deste Poder. Quando o Executivo ataca a democracia é perigoso. Quando o Legislativo se consorcia com o Executivo para atacá-la é mortal”, afirmou. O parlamentar do PSD disse que sofreu ameaças por se posicionar a favor da zona franca de Manaus e conseguir liminar na Justiça contra decisão do governo de cortar impostos que prejudicaria as empresas da região. “Não fui escolhido pelo povo do Amazonas para ser vice-presidente. Fui escolhido para defender os interesses do meu Amazonas”, rebateu. O ex-vice disse que pretendia concorrer à presidência da Câmara em 2020, mas optou pela vice a pedido de Lira e que acredita ter construído uma boa relação com ele desde então, seguindo suas decisões e a dos líderes dos partidos quando assumiu o cargo em seu lugar. “Presidente [Lira], o senhor não ganha um inimigo. Nem mesmo um adversário. Seguirei respeitando a vontade da maioria dos colegas que o legitima como presidente da Casa. O senhor sempre teve na mesa alguém disposto a ajudar o Brasil e o senhor seguirá tendo aqui embaixo no plenário, de onde eu nunca saí. Um deputado para ajudar o Brasil, mas um deputado independente e que não se dobra a caprichos de ninguém”, afirmou. Lira não olhou nenhuma vez para Ramos durante o discurso e criticou a fala do parlamentar. Afirmou que seguiu o regimento interno da Câmara, que determina que os parlamentares que trocarem de partido perdem os mandatos de direção da Casa, e que 38 destituições ocorreram em cargos de vice e de presidente de comissões, “de maneira respeitosa e sem achincalhe”. Ele citou que também foram destituídas a segunda e terceira secretárias, que não protestaram em plenário. “Em respeito a todos os senhores e senhoras não reagirei a nenhum tipo, de qualquer deputado dessa casa, de lacrações palanqueiras e de celeumas de redes sociais”, afirmou. O presidente da Câmara negou ter tomado a decisão por interferência de outro Poder, mas Bolsonaro disse em transmissão nas redes sociais que pediu que Ramos perdesse o cargo por trocar de partido. “A única decisão monocrática que houve foi de pedido de liminar para que outro Poder interferisse nas decisões desta Casa”, disse. Além da destituição da vice-presidência, o pano de fundo da briga entre Lira e Ramos é a disputa pela presidência da Câmara em 2023. Lira quer se reeleger, enquanto Ramos busca apoio para se viabilizar, principalmente em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Deputado Marcelo Ramos Ana Paula Paiva/Valor

Senado aprova MP que autoriza Brasil a retaliar membros da OMC em disputas comerciais

O Senado aprovou nessa terça-feira (24) Medida Provisória que autoriza o Brasil a suspender concessões, e até retaliar membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), em disputas comerciais no descumprimento de obrigações multilaterais, enquanto audiências estiverem interrompidas no organismo internacional que regula o comércio global de bens e serviços. Sem sofrer alterações na Câmara e no Senado, a MP segue para promulgação. Desde 2019, o Órgão de Apelação da OMC está impedido de analisar os recursos que lhe são dirigidos, por conta de um movimento iniciado em 2016 pelo governo dos Estados Unidos, ainda sob a administração do presidente Barack Obama. A insatisfação dos EUA com a atuação do órgão, em especial nas decisões favoráveis à China, levou os americanos ao uso de seu poder de bloqueio, impedindo o preenchimento de vagas deixadas pelos membros integrantes, até que o órgão parasse de funcionar. “Portanto, no cenário atual, caso a parte perdedora no painel decida interpor ‘apelação no vazio’, já que o Órgão de Apelação se encontra inoperante, a parte vencedora não disporá de mecanismo para fazer cessar as práticas consideradas ilegais pelo grupo especial”, apontou o relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). “A ausência desse instrumento deixaria os legítimos interesses brasileiros desamparados, mesmo após avaliação imparcial por painel da OMC. A MPV vem, assim, reforçar a capacidade de ‘ameaçar a retaliação’, o que por si só já pode induzir o lado recalcitrante a repensar sua posição”, completou. Foi essa ameaça de retaliação, por exemplo, que permitiu o Brasil obter dos EUA a maior compensação comercial da história da OMC, no contencioso do algodão iniciado em 2002 e encerrado em 2014.

Covid-19 atingiu 35% dos lares brasileiros no 1º trimestre


O primeiro trimestre deste ano foi o período em que o país assistiu a uma explosão de novos casos devido à disseminação da variante ômicron Nos primeiros três meses de 2022, mais de um terço dos lares brasileiros teve algum contaminado pelo coronavírus causador da covid-19. A revelação é do levantamento LinkQ, realizado pela empresa de pesquisas Kantar. As conclusões, divulgadas nesta terça-feira (24), trazem ainda dados sobre aspectos comportamentais da população em meio à pandemia e à campanha de vacinação. Os resultados foram obtidos a partir de uma amostragem de 3.400 domicílios, de todas as regiões do país. Entrevistas presenciais com um dos moradores de cada residência foram realizadas entre 15 e 31 de março. Em 10% dos lares visitados, os pesquisadores foram informados que todos os residentes do imóvel foram contaminados nos três primeiros meses de 2022. Em outros 10%, o coronavírus foi contraído por apenas uma pessoa e em 15% houve alguns infectados. Ao todo, em 35% dos domicílios visitados, a covid-19 fez alguma vítima entre janeiro e março. Segundo dados do painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o primeiro trimestre deste ano foi o período em que o país assistiu a uma explosão de novos casos devido à disseminação da variante ômicron. O período concentra 25,1% de todas as 30,8 milhões de ocorrências registradas no país desde o início da pandemia. Por outro lado, 6,1% das cerca de 665 mil mortes por covid-19 ocorreram nesses três meses. Como já mostraram diferentes pesquisas, a vacinação se mostrou capaz de reduzir o risco de morte. No final do primeiro trimestre, mais de 74% dos brasileiros já haviam recebido duas doses. No levantamento realizado pela Kantar, apurou-se que a campanha de vacinação alcançou quase todos os lares do país. Em 90% dos domicílios visitados, ao menos uma pessoa foi imunizada. Em apenas 7% ninguém se vacinou. Nos demais 3%, os moradores não declararam. Comportamento Os resultados do levantamento indicam ainda uma cautela na retomada das rotinas pré-pandemia: 55% dos entrevistados discordaram da volta ao convívio social antes da vacinação, e 61% concordaram que, mesmo imunizados, devem continuar saindo apenas para atividades essenciais. Para 47%, a pandemia mudou hábitos de alimentação dentro de casa, enquanto 53% disseram que houve alterações em práticas alimentares fora do lar. O levantamento também revela que para 60% a vida financeira ou profissional foi afetada negativamente pela pandemia em algum momento.

Biden oferece encontro bilateral para convencer Bolsonaro a ir à Cúpula das Américas


O assessor especial da Casa Branca para a Cúpula das Américas, Christopher Dodd, dissenessa terça-feira (24) ao presidente Jair Bolsonaro (PL) que o líder americano Joe Biden está disposto a realizar um encontro bilateral com ele às margens da agenda. O evento ocorre em Los Angeles (EUA), no início de junho. Durante a conversa com Dodd, Bolsonaro e assessores expuseram a preocupação de que a cúpula tratasse também de temas caros ao país. O Palácio do Planalto defende que o encontro verse também sobre de assuntos como integração de cadeias produtivas, energias renováveis e combustíveis verdes, entre outros. O recado foi que temas como democracia e imigração, importantes para a agenda americana, podem ser discutidos, mas sem monopolizar as conversas. O governo brasileiro deve dar uma resposta nos próximos dias quanto à participação de Bolsonaro. O presidente até agora não se manifestou publicamente sobre se comparecerá ou não. Fontes do Planalto dizem que os americanos vêm insistindo para que ele compareça. Após o encontro, no entanto, integrantes do governo ficaram otimistas quanto à possibilidade de participação do presidente brasileiro. A impressão, segundo uma fonte, é que “houve progressos importantes” na conversa com os americanos. Mas questões de política interna, como o processo eleitoral, ainda podem pesar sobre a decisão de o presidente deslocar-se ou não a Los Angeles. Bolsonaro tentará a reeleição em outubro, e para tal, terá que superar um rival de peso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Washington teme o esvaziamento da cúpula, depois que o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que não iria ao encontro. Por isso, Dodd foi enviado por Biden a Brasília para tentar convencer Bolsonaro a participar. Obrador está contrariado com a decisão de Biden de não convidar países como Cuba, Venezuela e Nicarágua, que antagonizam com Washington na geopolítica regional, para o encontro de líderes. A ausência de México e Brasil, as duas maiores economias da América Latina, significaria um fracasso para o principal objetivo da Cúpula, que é retomar o protagonismo dos Estados Unidos na região. Esse papel central se esvaiu sobretudo durante a presidência do antecessor de Biden, Donald Trump. Após o fim do encontro, Dodd divulgou uma nota em que afirma ter vindo a Brasília a pedido de Biden “com um foco singular na Cúpula”. “Vim para reforçar nosso apreço de longa data pela parceria profunda e importante que os dois países compartilham – construída sobre um fundamento comum da democracia, direitos humanos, prosperidade econômica, Estado de Direito e segurança”, afirmou. “Nesta manhã, em meu encontro com o presidente Bolsonaro, reiterei o nosso desejo de que o Brasil seja um participante ativo da Cúpula, pois reconhecemos a responsabilidade coletiva de avançar para um futuro mais inclusivo e próspero.” Assessor especial da Casa Branca, Christopher Dodd foi enviado por Biden (foto) a Brasília para tentar convencer Bolsonaro a participar Manuel Balce Ceneta/AP Dodd afirmou ainda que, “como um dos parceiros mais importantes dos EUA na região, o que fazemos em conjunto com o Brasil faz a diferença”. E disse que “a Cúpula das Américas se concentrará em algumas das questões mais importantes e compartilhadas de todo o hemisfério”. Dentre esses itens, citou “a garantia de que a democracia seja uma realidade para cada país, nossas metas climáticas compartilhadas, uma resposta mais colaborativa à covid-19 e a abordagem mais profunda do crime organizado e da instabilidade econômica”. “O Brasil tem muito a contribuir com esses temas aos líderes de toda a região que estarão presentes na Cúpula, e valorizamos muito a voz do Brasil enquanto discutimos soluções que ajudarão a construir vidas melhores para as pessoas do nosso hemisfério”, afirmou o americano.

STJ anula condenações por Moro de executivos do Grupo Schahin e ex-dirigentes da Petrobras


Decisão anula os atos contra os ex-executivos da estatal Demarco Jorge Epifânio e Luís Carlos da Silva, e ainda os empresários Fernando Schahin e Milton Schahin O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma série de condenações que haviam sido impostas pelo ex-juiz Sergio Moro a executivos do Grupo Schahin e a ex-dirigentes da Petrobras, no âmbito da Operação Lava-Jato. Por quatro votos a um, a Quinta Turma do STJ reconheceu, em julgamento nesta terça-feira (24), que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era competente para analisar os processos, que agora serão encaminhados à Justiça Eleitoral. Leia mais: Moro vira réu em ação do PT que pede condenação por prejuízos ao país pela Lava-Jato A decisão anula os atos de Moro contra os ex-executivos da Petrobras Demarco Jorge Epifânio e Luís Carlos da Silva e contra os empresários Fernando Schahin e Milton Schahin – este último já havia iniciado o cumprimento da pena, cuja execução também fica suspensa. Todos haviam sido condenados por Moro em 2017 por irregularidades envolvendo licitações para as obras de construção de navios-sonda. Dois anos depois, a sentença foi confirmada em segunda instância. No STJ, no entanto, a maioria dos ministros entendeu que a Justiça Federal não poderia ter julgado a ação penal porque o caso tinha conexão com outro, que tratava expressamente sobre caixa dois eleitoral. Os ministros João Otávio de Noronha, Ribeiro Dantas, Reynaldo Fonseca e Joel Ilan Paciornik votaram para reconhecer a incompetência da Justiça Federal e enviar os autos à Eleitoral. Ficou vencido o relator, Jesuíno Rissato. Sergio Moro: 5ª Turma do STJ reconheceu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era competente para analisar os processos Ana Paula Paiva/Valor

Bolívia vende mais gás para a Argentina, reduz envio para o Brasil e custo pode subir


A Petrobras confirmou que vem recebendo, ao longo do mês de maio, volumes de gás inferiores aos solicitados em contrato com a estatal boliviana YPFB, o que vem causando impactos em seu planejamento operacional A redução no envio de gás natural da Bolívia para o Brasil se deu porque a Argentina comprou parte da produção boliviana, levando a estatal YPFB a cumprir o contrato com a entrega de volumes mínimos com a Petrobras, apurou o Valor. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Restaurantes recuperaram menos da metade das vagas perdidas na pandemia, aponta estudo


O setor de restaurantes não recuperou, em 2021, nem metade das vagas perdidas em 2020. A constatação é de um estudo da consultoria Future Tank, a pedido da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).A ANR destaca que, em 2020, foram fechadas 211.399 vagas devido à pandemia de covid-19. Em 2021, foram criadas 2,73 milhões de vagas no país. Do total, o setor de restaurantes respondeu por 97.933 novos postos de trabalho, segundo no ranking, após os supermercados, com 98.906 vagas, informa a entidade. No geral, o mercado de trabalho de restaurantes no Brasil encolheu 8,7% durante a pandemia, com saldo negativo de empregos em 2020 e 2021 de 113.466 vagas, afirma o estudo. Ao fim de 2021, o país tinha 1,19 milhão de trabalhadores do setor com carteira assinada. Mercado de trabalho de restaurantes encolheu 8,7% na pandemia, com saldo negativo em 2020 e 2021 de 113.466 vagas Hermes de Paula/Agência O Globo Fernando Blower, diretor executivo da ANR, afirma, em nota, que o movimento do verão em algumas localidades do país criou uma falsa visão de crescimento mais acelerado. “A verdade é que nosso setor ainda sofre muito as consequências da pandemia”, diz Blower. “Os dados trazem luz a uma realidade dura, pois muitos empreendimentos fecharam as portas e mesmo os que foram criados ainda não conseguem atingir os índices de empregabilidade do período pré-pandemia.” O estudo mostra mais otimismo em relação a 2022. Nos primeiros dois meses do ano, foram gerados 8.705 novos postos de trabalho, com alta de 35% frente aos 6.421 em igual período de 2021. Mesmo que esse ritmo seja mantido, seriam necessários mais dois anos para repor os postos fechados, segundo a Future Tank. Geração de empregos 2020-2021 Brasil –113.466 São Paulo –5 5.302 Minas Gerais –14.243 Rio de Janeiro –14.063 Rio Grande do Sul – 9.962 Paraná – 8.126 Santa Catarina – 4.202 Bahia – 3.242 Distrito Federal – 3.214 Espírito Santo – 1.936 Ceará – 1.573 Pernambuco – 888 Piauí – 404 Sergipe – 404 Paraíba – 240 Mato Grosso do Sul – 140 Goiás -120 Não informado – 1 Acre – 37 Rondônia – 65 Amapá – 77 Amazonas – 181 Tocantins – 308 Roraima – 313 Mato Grosso – 347 Maranhão – 378 Rio Grande do Norte – 768 Alagoas – 1.047 Pará – 1.071 Fonte: Caged/MTP/Elaboração: Future Tank

Executiva do MDB confirma apoio à pré-candidatura de Simone Tebet


Partido agora espera igual sinalização do Cidadania e do PSDB Um dia após João Doria (PSDB) abrir mão da pré-candidatura à Presidência da República, a Executiva Nacional do MDB reforçou nesta terça-feira (24) o apoio interno às pretensões da senadora Simone Tebet (MDB-MS) de concorrer ao comando do Palácio do Planalto. Leia mais: Leite vê com naturalidade PSDB discutir apoio a nome do MDB Quem é Simone Tebet Valor na CBN: Desistência de Doria tira peso negativo da candidatura Garcia em SP O movimento tem por objetivo pressionar o PSDB a conter as divergências internas e abraçar a postulação da senadora já na próxima semana. A expectativa é que os dirigentes do Cidadania aprovem o apoio à Simone ainda nesta terça-feira. Nessa segunda-feira, o PSDB adiou a reunião que faria nesta terça-feira para 2 de junho. O adiamento é consequência da posição de uma ala do partido, encabeçada pelo deputado Aécio Neves (MG), que pretende emplacar um novo nome como presidenciável após a desistência de Doria. Após se reunir com integrantes da Executiva, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), disse que o encontro “serviu apenas para demonstrar que hoje há esmagadora maioria a favor da pré-candidatura de Simone Tebet”. “Acredito eu que a gente nunca vai buscar a unanimidade, mas hoje mais de 90% do MDB e dos convencionais declararam apoio à pré-candidatura da Simone”, afirmou o dirigente emedebista. Ele garantiu que o nome da senadora sul-mato-grossense estará nas urnas como presidenciável, tentando minimizar as articulações de correligionários do Nordeste, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Eunicio Oliveira (MDB-CE), de minar a candidatura própria para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Baleia, entre os que estiveram presencialmente na reunião, todos declararam apoio à pré-candidatura da senadora. “Temos tranquilidade de passar que há unidade muito grande em torno de pré-candidatura de Simone”. O presidente do MDB evitou responder sobre votos contrários à candidatura de Simone. Ao ser indagado sobre ausências na reunião, citou os nomes de Calheiros e Oliveira. A jornalistas, o dirigente disse acreditar que a posição da Executiva a favor de Simone ajudará na concretização da aliança com PSDB e Cidadania. “Temos o desafio de unir a terceira via. Tenho certeza que Simone Tebet tem todas as condições de liderar o movimento por sua experiência em gestão e por ser uma novidade para o eleitor. Há uma construção séria de alternativa para os polos que estão aí. A partir da posição de hoje, podemos trabalhar com os demais partidos sobre um plano de governo. Trabalharemos para que essa união ocorra”, afirmou. Alinhado com as declarações dadas na segunda-feira por Simone, Baleia também elogiou a decisão de Doria de desistir da corrida presidencial. Para ele, a iniciativa do paulista foi um “ato de grandeza” que permitirá “a união do centro democrático”. Apesar das divergências na sigla tucana, ele disse acreditar que a maioria absoluta do PSDB está disposta a consolidar a aliança em torno da pré-candidata emedebista. “Vejo esse esforço no Bruno Araújo e no Roberto Freite no sentido de termos uma candidatura única”, afirmou Baleia, em referência aos presidentes do PSDB e do Cidadania. O dirigente ainda minimizou o fato de Simone ter desempenho fraco nas pesquisas e destacou que 60% do eleitorado ainda não a conhece. “A partir de agora, as pessoas terão mais curiosidade sobre ela”. Uma de suas apostas é que a eventual consolidação da aliança com PSDB e Cidadania tenha potencial para atrair “outras forças que querem construir alternativa aos polos”. O dirigente disse que a vaga de vice-presidência ainda não está na mesa e que conversará com os partidos aliados. “Um passo de cada vez. Consolidamos a candidatura e agora conversaremos com partidos aliados”.