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Veja aqui um clipping dos seguintes jornais online:

  • Valor Econômico

Moderna informa que sua vacina é efetiva contra variantes da covid; ação sobe


Espera-se que a aplicação de duas doses da vacina seja protetora contra as cepas emergentes detectadas até o momento A farmacêutica Moderna apresentou hoje estudos que apontaram que a vacinação com a vacina Moderna contra a covid-19 produziu títulos de anticorpos neutralizantes contra todas as variantes emergentes testadas, incluindo a B.1.1.7 e a B.1.351, identificadas pela primeira vez no Reino Unido e na África do Sul, respectivamente. Segundo a empresa, o estudo não mostrou impacto significativo nos títulos neutralizantes contra a variante B.1.1.7 em relação às variantes anteriores e houve uma redução de seis vezes nos títulos neutralizantes na variante B.1.351 em relação às variantes anteriores. “Apesar desta redução, os níveis de neutralização com a B.1.351 permanecem acima dos níveis que se espera que sejam protetores. Este estudo foi realizado em colaboração com o Centro de Pesquisa de Vacinas (VRC) do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte do National Institutes of Health (NIH)”, diz o comunicado à imprensa. As ações da farmacêutica americana estão respondendo positivamente e sobem 12% na bolsa, negociando a US$ 146,75. Espera-se que a aplicação de duas doses da vacina seja protetora contra as cepas emergentes detectadas até o momento. No entanto, a Moderna anunciou hoje sua estratégia clínica para abordar de forma proativa a pandemia enquanto o vírus continua a evoluir. Primeiro, a empresa testará uma dose de reforço adicional de sua vacina (mRNA-1273) para estudar a capacidade de aumentar ainda mais os títulos de neutralização contra cepas emergentes além da série de vacinação primária existente. Depois, a empresa promoverá um reforço de variante emergente (mRNA-1273.351) contra a variante B.1.351 identificada pela primeira vez na República da África do Sul. A empresa está avançando o mRNA-1273.351 em estudos pré-clínicos e um estudo de Fase 1 nos EUA para avaliar o benefício imunológico do reforço com proteínas de pico específicas da cepa. A Moderna espera que sua vacina de reforço seja capaz de aumentar ainda mais os títulos neutralizantes em combinação com todas as vacinas candidatas líderes. Charlie Riedel/AP

Bolsas de Nova York começam pregão sem direção única

Os índices acionários americanos operam sem direção única no começo da sessão de hoje, com as ações do setor de tecnologia anotando fortes ganhos, enquanto as ações mais suscetíveis aos efeitos da pandemia recuam. Há pouco, o Nasdaq operava em alta de 1,27%, a 13.714,47 pontos, seguindo em vias de estender a sua sequência de recordes para a quarta máxima histórica consecutiva. O S&P 500 sobe 0,38%, a 3.856,03 pontos, e o Dow Jones recua 0,32%, a 30.899,98 pontos. As ações das gigantes de tecnologia são vistas como uma opção para proteção, enquanto notícias sobre dificuldades na oferta de vacinas acendem receios quanto à demora na recuperação econômica. A farmacêutica Merck cancelou os seus planos de desenvolver uma vacina contra a covid-19, depois que os testes deram resultados decepcionantes, tirando um grande concorrente da corrida em meio à forte demanda por doses. A notícia segue na esteira do alerta da AstraZeneca, na sexta-feira passada, de que as entregas da sua vacina na União Europeia demorariam mais do que o esperado. Os investidores seguem atentos também à temporada de balanços corporativos do quarto trimestre, com mais de um quinto das companhias que compõem o S&P 500 agendadas para divulgar os seus resultados nesta semana, incluindo as gigantes de tecnologia Microsoft, Apple e Facebook, além da Tesla. De acordo com dados da FactSet, 13% das companhias que compõem o S&P 500 divulgaram seus balanços até a sexta-feira passada, e 86% delas superaram as expectativas de consenso. Todos os grandes bancos americanos já divulgaram os seus resultados trimestrais, e todos eles superaram a expectativa de consenso. De acordo com os dados, os balanços do setor superaram as expectativas em 30%, enquanto os resultados do resto das companhias ficaram 15% acima das expectativas. Os investidores aguardam agora os balanços das gigantes de tecnologia, que foram amplamente beneficiadas pelas medidas de isolamento social e foram as maiores ganhadoras no mercado acionário americano em 2020.

Desinvestimentos do BNDES foram efetuados com lucros contábeis, diz diretora


Estratégia faz parte do redirecionamento da instituição e terá continuidade, sinalizaram executivos do banco na Live do Valor A política de desinvestimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz parte do redirecionamento estratégico da instituição e terá continuidade, segundo executivos da instituição. "Temos confiança que este é o melhor caminho", disse o o diretor de crédito e garantia da instituição, Petrônio Cançado, ao participar da Live do Valor desta segunda-feira. Ainda segundo Cançado, o processo decisório de redução da carteira de participações é um processo longo. "Nenhum banco de desenvolvimento do mundo tem uma carteira de ações como a do BNDES", afirmou. Todas as operações de venda em 2020 foram feitas com lucro contábil, o que teve impacto positivo sobre os resultados do banco até o terceiro trimestre, quando a instituição teve lucro recorde, disse a diretora financeira, Bianca Nasser. BNDES deve manter neste ano desembolsos acima de R$ 60 bi, diz diretora O banco também deve ter um impacto positivo nos últimos três meses do ano, após a venda de ações da Suzano, realizada em outubro. "Ao longo de 2020, tentamos buscar oportunidades e janelas de mercado para buscar vendas", disse a executiva. Segundo ela, a carteira de participações do BNDES era muito concentrada, com 90% dos recursos aplicados em cinco empresas, sendo três delas estatais, acrescentou. Reprodução

Perspectivas 2021: Salto digital guia negócios


Ano será marcado pela consolidação de tendências como maior autonomia profissional e companhias transformadas em plataformas digitais de produtos e serviços Corporações terão que se adaptar a uma realidade cada vez mais tecnológica e encontrar um ponto de equilíbrio entre o físico e o remoto Banco de Imagens Profissionais mais autônomos, líderes menos controladores, empresas transformadas em grandes plataformas digitais, explosão de start-ups, consumidores exigentes. Bem-vindo a 2021, o ano em que o mundo dos negócios e o mercado de trabalho vão consolidar as mudanças aceleradas pela pandemia. De cara nova, terão que se adaptar a uma realidade cada vez mais tecnológica e encontrar um ponto de equilíbrio entre o físico e o remoto. — A pandemia acelerou a digitalização do mundo em uma década ao menos. Em 2030, teremos cem vezes mais start-ups de tecnologia resolvendo problemas dos mais simples aos mais complexos. A opção de trabalhar remotamente veio para ficar. Isso será ótimo para cidades pequenas e médias com boa infraestrutura digital e qualidade de vida. As empresas de tecnologia serão majoritariamente virtuais — diz Reinaldo Normand, CEO da Innovalab, empresa de educação no Vale do Silício que prepara alunos e educadores para o mundo tecnológico. José Augusto Figueiredo, country manager do Grupo Adecco, de consultoria de recursos humanos, aponta a valorização da autonomia. — Os funcionários estão com mais liberdade. O profissional se torna mais empreendedor, e isso descamba para as start-ups, para a proliferação de pequenos negócios. Figueiredo destaca que as empresas estão virando plataformas de negócios e vão requerer profissionais diferentes. Para atrair os consumidores nesse novo mundo, saem na frente as empresas que não oferecem apenas produtos e serviços, mas também um propósito. Preservação ambiental, ética e bem-estar passam a ser diferenciais. Leilão do 5G será marco Ainda no primeiro semestre deste ano, as atenções do mundo da telecomunicação estarão voltadas para o Brasil, com a realização do leilão do 5G, apontado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como a maior oferta pública do mundo de capacidade para a tecnologia móvel de quinta geração. Será também o maior leilão de radiofrequências da História do país. — O 5G é mais que um upgrade do 4G: traz vantagens técnicas muito importantes que vão permitir o desenvolvimento de uma série de novas aplicações— afirma José Rizzo, presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII). O professor e pesquisador especializado em cidades inteligentes André Luiz Azevedo Guedes lembra que a experiência de países onde o 5G já opera, ainda que de forma experimental, mostra avanços em áreas como planejamento urbano, energia, transporte, saúde, segurança e meio ambiente. Brasil lidera transição verde Queimadas, desmatamento, escassez de água, fome e desigualdade são desafios do planeta. A vastidão de recursos naturais faz do Brasil um dos mais importantes atores nessa nova visão de produção. Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que o país terá um saldo de 440 mil novos empregos se adotar os princípios da economia verde. É o resultado de 180 mil empregos que seriam perdidos e 620 mil vagas abertas nesse mercado mais sustentável. No mundo, seriam 18 milhões de novas vagas. — O Brasil já tem uma matriz energética renovável muito maior do que a maioria dos países e uma crescente participação, com potencial muito grande, de energia solar e eólica. O gás natural pode ser matéria-prima para geração de energia, muito menos poluente. E o potencial agropecuário brasileiro pode dobrar de produção sem tocar em um metro quadrado da Amazônia — diz o presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), José Pio Borges. Ciência de dados ganha força Por trás dos melhores planos para conquistar clientes, lançar um novo produto, controlar estoque ou formular uma política pública, há uma estratégia comum: a coleta, o processamento e a interpretação de dados. No mundo cada vez mais tecnológico, reunir informações e saber o que fazer com elas tornou-se um ativo precioso. É nesse contexto que a Ciência de Dados ganha relevância e forma profissionais cada vez mais procurados no mercado. — O que o gestor faz é tomar decisão e, quando tem dados de qualidade, ele tem uma tomada de decisão com menor risco. As organizações foram aumentando muito o acúmulo de dados, os mecanismos de armazenagem ficaram mais baratos e, de uns oito anos para cá, essa capacidade analítica explodiu. O Big Data trouxe capacidade de analisar dados não estruturados, que não estão organizados, mas você vai cruzá-los e entender comportamentos interessantes — resume a professora Elaine Tavares, diretora do Coppead/UFRJ. Home office será frequente Desde que foi contratado para um novo emprego, em novembro de 2020, o engenheiro de software Anderson Adriano Godoy esteve apenas uma vez no escritório da empresa, para pegar o notebook que passaria a usar todos os dias no trabalho em casa. Todo o resto, desde os primeiros contatos até as reuniões diárias da equipe, acontece on-line. Morador de Mauá, no Grande ABC paulista, o engenheiro está gostando da experiência. A consultoria onde trabalha, concordou com um horário flexível que permite que ele continue com as aulas diárias — também remotas — onde ensina habilidades digitais para formar profissionais de ponta no mercado da tecnologia. Fundador da Trybe, Matheus Goyas chama atenção para a diferença da geração home office 2021 para os profissionais que já faziam trabalho remoto antes da pandemia: — Uma coisa é a pessoa ter a prerrogativa de trabalhar de casa. Outra coisa é o home office forçado, que gera uma carga de trabalho muito maior na vida pessoal, com as crianças fora da escola e muitas vezes sem a casa estar preparada para o trabalho remoto. De qualquer forma, o mundo nunca mais vai ter a mesma configuração de trabalho, vai existir um nível muito maior de flexibilização — diz Goyas. IA transforma medicina Em 2020, os profissionais da área da saúde precisaram se reinventar para enfrentar uma situação inédita na História. Em 2021, não será diferente. As Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica estimam que, apenas nos dois primeiros meses de pandemia, 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer porque evitaram fazer consultas e exames. Para atender a demandas novas e reprimidas, a tecnologia é um aliado importante. A inteligência artificial, em especial, tem um grande potencial de apoiar os profissionais na análise preditiva, no diagnóstico e na documentação clínica. Exames de imagem, por exemplo, já são processados por algoritmos que identificam padrões com uma rapidez muito maior do que o olhar humano. Na sequência, sugerem análises para a equipe médica, que assim baseia seus diagnósticos com mais agilidade, precisão e eficiência. — A inteligência artificial necessita de dados. Quanto mais dados, mais precisa ela é. Por isso, precisamos de um sistema de prontuário eletrônico unificado para o Brasil — explica o pesquisador Alexandre Chiavegatto Filho, coordenador do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde da Universidade de São Paulo. Telemedicina conquista pacientes A regulamentação atual para a telemedicina no Brasil data de 2002. Em 2018, ela foi atualizada, mas as mudanças acabaram sendo descartadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para que o debate sobre o assunto fosse retomado. Em 2020, a realidade se impôs: com a pandemia, o atendimento médico à distância foi autorizado pelo CFM, em caráter emergencial, enquanto durar a situação de emergência em saúde pública. A adesão foi rápida: apenas no primeiro semestre, mais de 73 milhões de brasileiros foram atendidos pelo TeleSus. A rede de centros médicos dr.consulta, que conta com 1.400 médicos, de 27 especialidades, instaurou um sistema de teleatendimento ainda em março, em apenas nove dias. Atualmente, gerencia duas mil consultas on-line por dia, realizadas por 300 médicos. Num cenário de envelhecimento da população, a procura por consultas on-line tende a se multiplicar. Ensino à distância evolui Quando as escolas se viram forçadas a migrar para o ensino à distância do dia para a noite, 89% dos professores da rede pública não tinham experiência em dar aulas remotas. Superado o primeiro contato, 21% ainda relatavam grandes dificuldades para lidar com as tecnologias digitais. A educação à distância foi implementada no ensino básico de forma abrupta. A pandemia chegou ao Brasil em fevereiro de 2020, e em abril, segundo o instituto Datafolha, 74% dos estudantes das redes municipais e estaduais de todo o país já estavam recebendo aulas não presenciais. Para Guilherme Cintra, diretor de Estratégia da Eleva Next, área de inovação do grupo de educação Eleva, o caminho está na formação híbrida, conciliando atividades presenciais e remotas. Ele avalia que o ensino médio, em especial, poderia se beneficiar de uma carga horária de 20% à distância. — O ensino híbrido traz possibilidades nas metodologias ativas. Com ele, você sabe se o aluno está fazendo as questões, quanto tempo ele passa em cada uma. Profissões tecnológicas em alta Especialistas em inteligência artificial, machine learning e ciência de dados aplicada a marketing. Essas serão algumas das profissões mais disputadas pelas empresas nos próximos anos. A conclusão está no relatório “The future of job 2020”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em dezembro. O estudo indica que a tecnologia vai criar mais postos de trabalho, 97 milhões, do que os 85 milhões que serão eliminados. Atividades repetitivas vão cair dos atuais 15,4% do total de vagas para ocupar 9% em 2025, enquanto que as profissões emergentes, que atendem, principalmente, à interação entre humanos, máquinas e algoritmos, vão saltar de 7,8% para 13,5%. Durante o período de isolamento social e abandono dos escritórios, foi graças a profissionais como os de segurança da informação, os desenvolvedores e os engenheiros de dados que a economia pôde avançar na transformação digital. Num cenário de open banking e novos modos de pagamento, incluindo o Pix, as áreas de finanças e contabilidade também ganham destaque. Para o PageGroup, um dos postos mais valorizados nesse contexto é o de coordenador de controladoria, que atrai analistas contábeis capazes de oferecer insights e revisões que vão além do operacional e agregam sugestões de melhorias de processos e redução de custos. Novidades no steraming seguem em 2021 O ano da pandemia e do consequente isolamento social representou o boom do streaming no Brasil. O Globoplay registrou alta de 145% na base de assinantes só no primeiro semestre do ano passado. Com a estreia do Disney Plus no Brasil e a expectativa da chegada do HBO Max, o streaming pode crescer ainda mais no país. A Disney Plus começou a operar no Brasil no fim do ano passado e já chamou a atenção do público com o lançamento da animação da Pixar “Soul”. Todas as animações da Pixar e produções da Marvel, da própria Disney e da National Geographic estão no catálogo. A empresa promete lançar em 2021 outras séries e filmes exclusivos na plataforma. Para o diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e professor de Inovação no Instituto da Universidade Harvard Fabro Steibel, 2021 é um ano de consolidação do streaming. Uma das atrações do Globoplay é justamente a reprise de novelas antigas de grande sucesso, como “Vale tudo” e “Tieta”, outra novidade de 2020. As séries inéditas da plataforma têm dado fôlego à indústria audiovisual nacional. A HBO Max oferecerá produções da Warner, entre elas seriados de sucesso como “Game of Thrones” e “Friends”, além de filmes inéditos. O professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS Alex Primo lembra que essas novidades permitem também novas formas de consumir entretenimento, como poder ver o mesmo filme com os amigos, cada um na sua casa.

Discussão sobre novo imposto ‘não faz parte do contexto atual’, diz Lira


Candidato do PP à presidência da Câmara reforçou que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que a recriação da CPMF esteja no radar Najara Araujo/Câmara dos Deputados/Arquivo Candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta segunda-feira que discussão de imposto sobre transações “não faz parte do contexto atual”. Ele reforçou que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que a recriação da CPMF esteja no radar do governo federal. “Imposto sobre transações não é CPMF. Você tem hoje um novo mundo. Tem internet, tem os ‘Alibabas’ da vida, que estão fora da linha (de tributação). Você acha justo que você pague imposto em cima do seu contracheque e empresas milionárias não sejam alcançadas? O que estávamos propondo naquela época, para você não colocar nada diferente, naquela época, era uma alíquota bem pequenininha para ter um parâmetro nacional, podia ser discutido. Mas isso não faz parte do contexto atual”, disse Lira a jornalistas. Ao falar sobre reforma tributária, ele destacou que o parecer do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) ainda é desconhecido pelos parlamentares e disse que na Câmara não é possível discutir nada sem relatório. “Vamos esperar que relatório seja apresentado, que parlamentares possam debater e que a gente chegue num texto consensual”, disse Lira. “Sempre discutiremos com maioria, com previsibilidade das pautas, com independência dos relatores em seus pareceres”, completou.

Atraso da colheita de soja adia plantio de milho safrinha no país

Colheita da oleaginosa chega a 0,7% da área de plantio, bem abaixo dos 4,2% registrados no mesmo período do ciclo anterior, segundo a AgRural A colheita de soja da safra 2020/21 chegou a 0,7% da estimativa de área plantada, segundo a consultoria AgRural. O número é bem inferior aos 4,2% do mesmo período do ano passado. Com esse atraso, o plantio de milho safrinha ainda não começou. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

UE propõe mais restrições a viagens para conter variantes da covid-19


Comissão Europeia pediu que os países reforcem os testes e as quarentenas para os viajantes A União Europeia (UE) propôs nesta segunda-feira que os 27 países do bloco imponham mais restrições às viagens como forma de conter a disseminação de novas variantes da covid-19. Em meio a preocupações relacionadas ao atraso na entrega de vacinas na região, a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pediu que os países reforcem os testes e as quarentenas para os viajantes, temendo que as mutações mais transmissíveis do vírus possam sobrecarregar os hospitais. “O início da campanha de vacinação da UE deu início ao início ao fim da pandemia. Ao mesmo tempo, novas variantes mais transmissíveis do vírus surgiram”, disse o comissário europeu de Justiça, Didier Reynders. “Há necessidade urgente de reduzir o risco de infecções relacionadas a viagens para diminuir a pressão sobre os sistemas de saúde sobrecarregados.” Uma das medidas sugeridas é a inclusão de uma nova cor, o “vermelho escuro”, no mapa semanal de infecções do bloco. Se aprovada pelos países do bloco, ela será usada para indicar áreas onde a taxa de novas infecções nos últimos 14 dias foi superior a 500 por 100 mil habitantes. “Achamos que é necessário que os viajantes essenciais que chegam de áreas vermelho escuro façam o teste antes de viajar e sejam submetidos a quarentenas, a menos que essas medidas tenham um impacto desproporcional no exercício de sua função essencial”, disse Reynders. Passageira passa por teste de temperatura em aeroporto de Debrecen, na Hungria coronavírus Akos Stiller/Bloomberg A Comissão Europeia também propôs que viajantes de fora da UE precisem apresentar testes antes de embarcarem em voos para a região. Após o pouso, a recomendação é que eles respeitem uma quarentena de 14 dias e forneçam dados para que as autoridades possam entrar em contato em caso da descoberta de infecções. Reynders afirmou que todas as viagens não essenciais devem ser “fortemente desencorajadas”, mas reiterou a necessidade que a UE trabalhe para manter o funcionamento do mercado único, para que trabalhadores essenciais e as mercadorias possam continuar circulando normalmente. “O fechamento das fronteiras não vai ajudar, medidas comuns vão”, afirmou o comissário europeu.

Petróleo oscila em meio a temores renovados sobre demanda


Investidores observam fechamentos econômicos em Hong Kong e na China continental, além de índice de confiança empresarial na Alemanha Os contratos futuros do petróleo oscilam nesta segunda-feira, devolvendo parte dos ganhos vistos mais cedo, pressionados pelas preocupações dos investidores em relação à demanda pela commodity. Por volta de 11h45, o contrato do petróleo Brent para março operava em ligeira alta de 0,05%, a US$ 55,44 por barril na ICE, em Londres, enquanto o do petróleo WTI avançava 0,06%, a US$ 52,30 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Pouco antes, as duas referências operavam em queda, depois de abrir em alta. Os preços da commodity seguem sob pressão com os temores em torno do avanço da pandemia na China - que é o maior importador líquido de petróleo do mundo - em meio a fechamentos econômicos tanto em Hong Kong quanto na China continental. Além dos temores com a pandemia, o índice de confiança empresarial na Alemanha caiu para 90,1 pontos em janeiro, de 92,2 no período anterior, de acordo com dados divulgados mais cedo pelo Instituto Ifo, em meio às restrições para conter o avanço da pandemia. O dado ficou abaixo da expectativa dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, de leitura a 91,9 pontos. Os temores compensam o otimismo com os sinais de que o Iraque está cumprindo o seu compromisso de compensar os excessos de produção no ano passado, ultrapassando os limites acordados com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reequilibrar o mercado de energia global. David Mark por Pixabay

No mercado, foco das atenções está no sucessor de Ferreira Junior na Eletrobras


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Análise: Chegada de Wilson Ferreira Junior pavimenta caminho para Petrobras sair da BR


Para três analistas ouvidos pelo Valor, troca de comando pode trazer a tão esperada valorização dos papéis da distribuidora, tornando a oferta das ações da Petrobras na companhia mais rentável Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

BNDES deve manter neste ano desembolsos acima de R$ 60 bi, diz diretora


Segundo Bianca Nasser, retomada econômica vem sendo aguardada e o banco continuará a ter um papel contracíclico Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2021 devem ficar em linha com os do ano passado, que superaram R$ 60 bilhões, segundo a diretora de finanças da instituição, Bianca Nasser. "Vimos uma demanda maior dos desembolsos no contexto da crise", disse a diretora na Live do Valor desta segunda-feira. Segundo a executiva, a retomada econômica vem sendo aguardada e o BNDES continuará a ter um papel contracíclico. Ainda segundo Bianca, o BNDES encerrou no fim de 2020 a maior parte das medidas emergenciais implementadas, com impacto acima de R$ 150 bilhões. Desinvestimentos do BNDES foram efetuados com lucros contábeis, diz diretora O banco de fomento também está focado em criar produtos e ver novas maneiras de atuação. "Grande parte do que fizemos durante a crise já eram coisas que gostaríamos de fazer e agora é aplicar num cenário de mais normalidade", acrescentou o diretor de crédito e garantia da instituição de fomento, Petrônio Cançado. Na live, Cançado também afirmou que o BNDES terá um Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) "perene", com garantias de R$ 10 bilhões por ano. Amortizações e expansão da carteira Uma das razões para o crescimento da carteira de crédito do BNDES em 2020 foi a suspensão das amortizações ao longo do ano passado, segundo a diretora. "O aumento da carteira líquida também teve o impacto positivo da suspensão de pagamento de principal e juros. Houve tendência de reversão (de redução da carteira de crédito), mas o volume total ainda está abaixo dos níveis de 2018", afirmou. Segundo ela, o programa de pausas de pagamentos chegou a quase 50% da carteira, mas houve retomada dos repagamentos a partir do quarto trimestre. E, de acordo com Cançado, o nível de inadimplência do banco está dentro da média histórica. "Aumentamos provisões ano passado", afirmou. Ainda segundo ele, o banco tem a intenção de manter o programa ‘BNDES Garagem’ permanente, com apoio à inovação "de forma perene". Reprodução

Do Brasil à Zâmbia, escassez de oxigênio aumenta número de vítimas da covid-19


Problema é agudo em países emergentes, mas já chegou a Londres e Los Angeles À medida que os casos de covid-19 aumentam drasticamente em grande parte do mundo, a escassez de oxigênio força os hospitais a racioná-lo, o que aumenta o número de mortes na pandemia. O problema é especialmente agudo nos países emergentes, mas também atingiu hospitais em Londres e Los Angeles. Do Brasil à Zâmbia, hospitais superlotados e com poucos recursos estão exigindo reabastecimento emergencial de oxigênio. No México e na África do Sul, pessoas estão estocando cilindros de oxigênio para uso nos hospitais, o que eleva os preços e dificulta o aluguel dos tanques pelas famílias mais pobres. No México, bandidos armados estão roubando tanques de oxigênio. Em Londres, alguns pacientes foram transferidos para outros hospitais na cidade ou em qualquer outro lugar que tenha um suprimento de oxigênio disponível no Reino Unido, disseram as autoridades de saúde. Profissional de saúde em frente a uma estação de tanque de oxigênio vazio, a única estação do Hospital Joventina Dias, uma pequena clínica em Manaus Edmar Barros/AP Photo O governo brasileiro transportou suprimentos de oxigênio para Manaus e está recebendo oxigênio da Venezuela. Com acesso rodoviário limitado pela floresta, os fornecedores locais estão agora despachando cilindros pelo rio Amazonas. O oxigênio é um tratamento crucial para a covid-19, uma doença que ataca os pulmões e dificulta a respiração. Vários estudos mostraram taxas de mortalidade e gravidade da doença mais baixas quando o tratamento com oxigênio é iniciado mais cedo, antes que os níveis no sangue fiquem muito baixos. Em toda a África, a escassez de oxigênio está tornando a segunda onda de covid-19 consideravelmente mais mortal. Na Nigéria, a Força Aérea foi empregada para fabricar um suprimento de oxigênio de emergência após um aumento nos casos em Lagos, a cidade mais populosa do continente. A escassez é particularmente aguda em hospitais públicos, onde médicos dizem que estão sendo forçados a racionar oxigênio e, em alguns casos, negar tratamento. “É uma razão crucial para o aumento de mortes. Nossos sistemas estão sobrecarregados”, disse John Nkengasong, diretor dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças. A notícia chega no momento em que a taxa de mortalidade pela covid-19 em 54 países africanos ultrapassou a média global pela primeira vez em janeiro, após meses de um número relativamente moderado de infecções e óbitos. A taxa de mortalidade na África subiu para 2,5% dos casos confirmados, acima da média global de 2,2%. O continente registrou até agora cerca de 3,3 milhões de casos de coronavírus e mais de 81.800 mortes relacionadas à doença. Em Uganda, os médicos que se esforçam para acompanhar um aumento de dez vezes de casos de covid-19 durante os últimos dois meses estão encaminhando todos os pacientes que precisam de oxigênio para um único hospital, em Kampala. “As taxas de infecção são alarmantes e os hospitais estão sobrecarregados”, disse Joyce Kaducu, ministra adjunta da Saúde de Uganda. Em países como o Zimbábue e o México, um mercado negro de oxigênio surgiu nas redes sociais, forçando os parentes dos doentes a entrar em leilões. No México, que sofreu cerca de 150 mil mortes por covid-19, a escassez de oxigênio fez aumentar os roubos do produto. Na semana passada, um homem armado invadiu um hospital público no noroeste do Estado de Sonora e foi embora com sete cilindros, disseram autoridades locais. Nos subúrbios ao norte da Cidade do México, a polícia e a guarda nacional perseguiram um caminhão que transportava mais de 40 tanques de oxigênio que tinham sido roubados.

Lira diz não ver condições de prorrogar a PEC do Orçamento de Guerra


Candidato do PP à presidência da Câmara afirmou que não há como ter mas um ano "sem respeito" ao teto de gastos Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Arquivo Candidato à presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta segunda-feira que não há condição de prorrogar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento de Guerra. “Não temos condições econômicas de termos mais um ano de orçamento de guerra. Não temos como ter mais um ano sem respeito ao teto de gastos, sem respeito às leis que nós aprovamos”, disse Lira a jornalistas em Brasília. “Esse ano temos que trabalhar firme no sentido de manter o carro andando, mas, a princípio, não vejo possibilidade de se prorrogar a PEC do Orçamento de Guerra”, completou. Durante a entrevista, o deputado disse que a margem para construir um novo programa social não ficar só por conta do abono. O líder do PP disse ainda que defenderá a instalação da Comissão Mista do Orçamento (CMO) um dia após a eleição da Mesa Diretora da Casa para que o orçamento possa ser votado até o final de fevereiro. “O Brasil não pode, num momento como esse, não ter orçamento aprovado.” O candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro destacou que é preciso lutar para que todos os brasileiros se vacinem contra covid-19. “Precisamos que esse momento seja de união e não de disputas políticas. Não faremos politização da vacina.” Em vídeo institucional exibido antes da coletiva, Lira afirmou que sempre fez “campanha limpa, acima da linha da cintura, sem ataques apócrifos, anônimos”, em crítica ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP), seu principal adversário na disputa. O parlamentar do PP destacou ainda que, ao contrário do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), caso seja eleito, a prática das coletivas de imprensa da Câmara diariamente não se repetirão na voz do presidente da Câmara. “Se voltarem a acontecer, serão divididas entre membros da Mesa, entre os líderes partidários e entre os deputados que naquela semana tenham matérias de grande relevância sendo relatores ou autores.” Impeachment de Bolsonaro Lira não quis falar sobre a possibilidade de pedidos de impeachment de Bolsonaro avançarem caso ele seja eleito para o comando da Casa. Ele lembrou que Maia tinha dezenas de pedidos de afastamento contra o presidente na mesa, mas não viu motivos para o processo avançar. “Sempre respeitei as posições do presidente Rodrigo Maia, e ele teve aí cinco anos, com 57 pedidos de impeachment na sua gestão. Se ele não abriu nenhum é porque ele não viu motivos e essa pauta, mais uma vez eu digo, não é para discussão sobre teses. Então, eu não tocarei nesse assunto enquanto candidato. Presidente da Câmara é Rodrigo Maia e só ele cabe discutir esses assuntos”, disse Lira. Em função do recesso parlamentar, Maia já não teria como abrir processo de afastamento contra o chefe do Poder Executivo mesmo com o aumento na pressão popular. Só seria possível caso a maioria de deputados e senadores pedisse pela retomada dos trabalhos. “Em abstrato, nenhuma discussão nesse sentido vai ser feita, e quando eu digo que está sob a gestão do presidente da Casa, 57 pedidos e não abriu nenhum. Com a seriedade, responsabilidade que o presidente Rodrigo Maia sempre teve com muito equilíbrio tocou aquela Câmara em momento de muita dificuldade e, olha que não foram poucos os momentos, ele nunca aventou a possibilidade de acatar nenhuma das vezes. Então, não cabe a mim discutir isso”, afirmou. O parlamentar do PP defendeu que se analisem rapidamente propostas relacionadas ao combate ao coronavírus, mas evitou fazer uma leitura crítica da gestão do governo Bolsonaro em relação ao vírus. Ele destacou que não há um manual para lidar com a doença. “Estamos na luta para conseguir qualquer vacina que tenha certificação da Anvisa”, disse Lira. “Precisamos de harmonia para lutar pela vacinação de todos”, completou. O líder do PP defendeu uma gestão da Câmara independente do Planalto, mas com harmonia. “Não há possibilidade de qualquer presidente da Câmara ser submisso ao Poder Executivo. Não vamos buscar o acotovelamento, discórdia. Vamos ter firmeza e sensíveis quando for necessário.”

EUA: Índice de atividade nacional do Fed de Chicago acelera em dezembro

Indicador chegou a +0,52, de +0,31 em novembro O índice de atividade nacional do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Chicago avançou a +0,52 ponto em dezembro, de +0,31 no mês anterior. Uma leitura em zero indica que a economia do país está se expandindo na média histórica, e a reversão a uma leitura negativa indica um crescimento mais fraco. A média móvel de três meses do índice recuou a +0,54 ponto em dezembro, de +0,55 ponto em novembro. O índice leva em consideração quatro fatores principais: mercado de trabalho; produtividade e renda; vendas, encomendas e estoques; e consumo pessoal. Os indicadores ligados à produção subiram a +0,44 ponto em dezembro, de +0,13% no mês anterior. Os índices de vendas, encomendas e estoques, no entanto, recuaram um pouco no período, a +0,05% em dezembro, de +0,09%, e o indicador de mercado de trabalho caiu a +0,13 ponto, de +0,15. Veja aqui a íntegra do relatório do Fed de Chicago

Movida inicia road show para lançar bônus ligado a sustentabilidade


Recursos captados por meio de sustainability-linked bonds são relacionados a compromissos com metas ambientais A Movida Participações inicia hoje road show com investidores internacionais para a emissão de sustainability-linked bonds. Diferentemente do “green bond”, os recursos captados com esse tipo de papel não são carimbados para uso em projetos específicos. O que a empresa faz é assumir compromissos com metas ambientais ao longo dos anos - se não cumprir a meta, o juro do papel tem um acréscimo. Estão mandatados os bancos Citigroup, J.P. Morgan e Morgan Stanley, como coordenadores globais; além de BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, UBS e XP. A expectativa é que a operação vá a mercado na próxima quinta-feira (28). Nattanan Kanchanaprat / pixabay