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Veja aqui um clipping dos seguintes jornais online:

  • Valor Econômico

Peru declara emergência ambiental por causa de óleo vazado após tsunami


Autoridades pretendem realizar "trabalhos de recuperação e remediação" para mitigar os danos O governo peruano declarou neste sábado emergência ambiental durante 90 dias úteis na área costeira atingida pelo vazamento de 6.000 barris de petróleo há uma semana — uma das consequências de um tsunami causado por uma erupção vulcânica na região de Tonga, no oceano Pacífico. LEIA MAIS: Tonga busca ajuda após desastre, mas quer se manter livre da covid-19 Veja os vídeos do tsunami em Tonga causado por um vulcão submarino Com esta medida, as autoridades pretendem realizar "trabalhos de recuperação e remediação" para mitigar os danos. O incidente deixou um balanço com pássaros mortos flutuando no mar ou cobertos de óleo nas rochas, incapazes de voar, além de pescadores sem trabalho nas docas. Os barris foram lançados ao mar enquanto um petroleiro descarregava na refinaria La Pampilla, localizada em Ventanilla, 30 km ao norte da capital Lima. O óleo teria vazado no processo de descarga de uma embarcação da empresa espanhola Repsol, devido à violência das ondas sentidas na costa peruana. As correntes marinhas espalharam o petróleo ao longo da costa a mais de 40 quilômetros da refinaria, afetando 21 praias, segundo o Ministério da Saúde, que recomendou que a faixa não fosse frequentada por banhistas. Nesta foto de satélite, uma ilha criada pelo vulcão submarino Tonga Planet Labs PBC via AP As brigadas de limpeza de óleo substituíram frequentadores de Ancón e outros resorts populares peruanos. Enormes manchas de óleo na superfície do mar podiam ser observadas em um passeio pela baía de Ancón, que fica a cerca de uma hora de Lima. Segundo o pescador Alfredo Roque, as dificuldades para a pesca nesta região vão durar muito tempo, já que muitos peixes recém-nascidos morreram devido ao acidente. Além dos pescadores, outras pessoas que viviam de atividades ligadas às praias ficaram sem renda, como donos de restaurantes e funcionários do comércio local. "Não se vende nada. O peixe sai com cheiro de óleo, e as pessoas não compram, têm medo de se envenenarem com ele" conta Giovana Rugel, 52, vendedora. "Eu coletava crustáceos, mas agora, quando ando pela costa, eles estão mortos", disse o pescador Walter de la Cruz à Reuters. "Nós, pescadores, vendíamos o peixe que conseguíamos. Mas agora tudo cheira à morte", afirmou. A Repsol afirma que não foi responsável pelo vazamento, já que as autoridades marítimas peruanas não emitiram alertas sobre um possível aumento das ondas após a erupção em Tonga. A empresa, que entregou um plano de contenção ao governo peruano, afirma que espera concluir no fim de fevereiro a limpeza de praias e áreas marinhas afetadas. O órgão de controle ambiental do Peru calculou, segundo um relatório divulgado na quinta-feira (20), que 1,7 milhão de metros quadrados de solo e 1,2 milhão de metros quadrados no mar foram afetados pela massa negra do petróleo. Além do vazamento de petróleo, duas pessoas morreram afogadas no litoral do Peru depois que ondas excepcionalmente altas foram registradas devido à erupção do vulcão submarino em Tonga. A imprensa local informou que as vítimas não eram banhistas, mas duas mulheres que estavam circulando perto da praia no interior de um veículo, que foi arrastado pela água. O motorista conseguiu sair, mas sua esposa e outra jovem morreram afogadas. A erupção do vulcão submarino causou tsunamis na capital de Tonga, Nukualofa, no Japão e na Samoa Americana. O vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, localizado a cerca de 65 km ao norte da capital tonganesa, entrou em erupção na tarde do sábado (15). A erupção durou oito minutos e foi tão forte que foi ouvida "como um trovão distante" a mais de 800 km de distância, disseram autoridades das ilhas Fiji. Horas depois, a agência meteorológica do Japão emitiu alertas de tsunami na manhã de domingo (horário local) e afirmou que ondas de até 3 metros podem chegar à costa do país.

Queixas sobre planos de saúde que negam a cobertura de testes de covid-19 disparam


Outros problemas frequentes têm sido o atraso na entrega de resultados e o aumento de preço No momento em que o Brasil bate recorde de novos casos de covid — foram mais de 118 mil registrados na última sexta-feira — fazer o teste para detecção da doença pelo plano de saúde pode ser desafiador. De 1º a 17 de janeiro, foram registradas 175 queixas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) referentes à negativa de cobertura desses testes. Em dezembro, no mesmo período, foram 38. LEIA MAIS: ANS obriga planos a cobrirem custo de teste rápido de covid-19 em pacientes com sintomas Falta de profissionais gera dificuldades no atendimento de 38% dos hospitais privados de SP A demora para o agendamento do exame levou uma analista comercial de 37 anos, que não quis se identificar por usar o plano da empresa, a recorrer a um posto de saúde de Niterói, onde mora. “Dizem que o sistema privado de saúde é cada vez mais necessário para que o sistema público não colapse. Mas a minha sensação é de que, neste momento, a saúde pública está nos tratando infinitamente melhor”, diz a analista. A ANS aprovou, na última quarta-feira, a inclusão de mais um exame para detecção da covid no rol de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, o teste de antígeno, o famoso teste rápido, que fornece o resultado em até 15 minutos. Paulo Roque, diretor do Brasilcon, diz que em caso de recusa de cobertura o consumidor deve acionar a ANS e os órgãos de defesa do consumidor: “Se o descumprimento for em massa, pode-se acionar até o Ministério Público”. Teste de covid-19 do tipo antígeno Juan Karita/AP Outros problemas frequentes têm sido o atraso na entrega de resultados e o aumento de preço. Ambos os casos estão sendo investigados pelo Procon-RJ que notificou, na semana passada, 15 laboratórios para prestar esclarecimentos. “Quem notar algum aumento repentino ou observar descumprimento dos prazos pode denunciar ao Procon”, destaca Cássio Coelho, presidente do órgão de defesa do consumidor. Quem tiver problemas para marcar consultas ou com o teleatendimento, pode entrar em contato com a ANS no site ou pelo 0800 7019656. Se o plano de saúde se recusar a fazer os testes do rol de procedimentos da ANS, reclame à agência. O consumidor também pode registrar queixa no Procon e no portal Consumidor.gov.br. Se o problema for recorrente, o Ministério Público pode ser acionado. É possível ainda denunciar preços abusivos nos testes e atrasos na entrega de exames aos Procons.

ANAC dá primeira autorização para entrega comercial usando drones


Poderão ser carregadas cargas de até 2,5 quilos em um raio de até 3 quilômetros A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu a primeira autorização para uma empresa utilizar drones para entregas comerciais. A contemplada foi a companhia Speedbird Aero, que poderá utilizar aeronaves não tripuladas em suas operações de entrega de produtos. LEIA MAIS: Natura e Avon testam drone para entregar produtos Ministério regulamenta uso de drones na agropecuária A Speedbird Aero utilizará a aeronave pilotada remotamente chamada DLV-1 NEO. Poderão ser carregadas cargas de até 2,5 quilos em um raio de até 3 quilômetros. A autorização contempla áreas rurais e urbanas. Drone carregando câmera fotográfica yunje5054/Pixabay Mas a licença envolve uma série de requisitos e parâmetros de segurança. Entre eles estão não sobrevoar pessoas, manter distância de fontes de interferência eletromagnética e respeitar as alturas máximas e mínimas fixadas pela Anac. O processo de análise do pedido durou oito meses. Técnicos da Anac acompanharam quatro ensaios com a empresa, sendo três voltados para observação das características físicas do equipamento e outro para analisar a atuação operacional. 22/01/2022 17:50:01

David Miranda anuncia troca de Psol por PDT


Deputado afirma que Ciro Gomes (PDT) é único presidenciável que não se alia a inimigos do povo Em meio às negociações que podem levar a um apoio formal do Psol à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, o deputado David Miranda (Psol-RJ) anunciou neste sábado, em carta aberta publicada em suas redes sociais, que deixará o partido em março para ingressar no PDT. LEIA MAIS: Psol aciona Justiça Federal para tentar anular nomeação de Pazuello a cargo no Planalto Apoio a Lula gera divisão no Psol e ala do partido lança pré-candidatura à Presidência No documento, David avalia que o PDT é o partido de esquerda mais posicionado para superar a polarização e que Ciro Gomes, que oficializou ontem sua pré-candidatura na corrida presidencial, é “o único candidato à Presidência com um projeto para o Brasil que não depende de pactos com aqueles que sempre foram e continuam sendo inimigos do povo”. “Compartilho com Ciro Gomes a visão de um plano nacional de desenvolvimento socioeconômico que tenha como bases a reforma tributária e a taxação de fortunas, o acesso à ampla educação de qualidade e a geração de trabalho e renda para todos os brasileiros, sobretudo os mais pobres”, escreveu Miranda. Em seu texto, o parlamentar do Rio de Janeiro diz reconhecer no PDT “diversos valores históricos e atuais fundamentais para a reconstrução do Brasil, em especial os ideais trabalhistas e o legado de Leonel Brizola”. Também ponderou que não concorda com todas as votações recentes da bancada pedetista do Congresso. Ciro Gomes, politico, ex-ministro Ana Paula Paiva/Valor cultura Além disso, Miranda afirmou que o Psol corre o risco de “sacrificar a sua essência para se tornar um braço leal de um partido e ideologia a que foi criado para se opor”. “Não é hora de se submeter obedientemente ao PT e aceitar covardemente que um retorno ao passado é o melhor que podemos fazer pelo Brasil neste momento. É hora de ter coragem. E caso Lula venha a ser eleito, acredito ser ainda mais importante e necessária a articulação de uma oposição ao governo dentro do campo da esquerda. A oposição é do jogo democrático e não podemos deixá-la a cargo somente da direita sob o risco de continuarmos alimentando a mesma polarização atual”, disse. Em outro trecho, o deputado destacou que nem o fato de manter interlocução com representantes de campos ideológicos diferentes, nem a posição de se opor ao PT e a Lula o “tornam menos de esquerda”. “Dialogar com os que pensam diferente não significa deixar de assumir um posicionamento firme em defesa dos mais oprimidos, e muito menos voltar a fazer pacto com a grande burguesia e seus representantes para vencer as eleições no primeiro turno. Tampouco significa usar da fragilidade do momento atual para articular uma federalização que na prática significará a homogeneização da esquerda pela máquina petista”, afirmou Miranda. Após a publicação da carta, Ciro foi às redes sociais e escreveu que o futuro correligionário tem uma história de luta e superação e mostra ao Brasil que o exemplo da boa educação pública transforma vidas. “Obrigado por vir lutar junto conosco no PDT”, disse o presidenciável do PDT.

FT: Entenda por que a Unilever está sob pressão de investidores para ter um plano B


Nesta semana, depois que as notícias sobre as conversas vieram à tona, alguns investidores deram o golpe final em qualquer chance que ainda restava para o acordo Quando o Natal se aproximava, o executivo-chefe da Unilever, Alan Jope, esperava dar aos investidores algo para comemorar: a maior aquisição na história da companhia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Com autotestes e exigindo passaporte vacinal, universidades públicas preparam volta presencial


Recrudescimento da pandemia com a variante ômicron, porém, pode afetar o retorno às aulas Sem recursos financeiros específicos para o combate à covid-19, sem um direcionamento unificado e enfrentando cortes orçamentários expressivos já há três anos, universidades federais do país se preparam como podem para retomar as aulas presenciais previstas para fevereiro. LEIA MAIS: Pandemia acelerou digitalização da educação, mas expôs desigualdades Sem exames, controle da pandemia fica às cegas Instituições consultadas pela reportagem foram unânimes em afirmar que vão realizar, com frequências variadas, exames contra o coronavírus a quem frequentar suas unidades. Também informam que serão permanentes a disposição de álcool em gel, além de promoverem orientações para o uso de máscara e distanciamento social. A maioria afirmou ainda que vai exigir o passaporte de vacina. Com o recrudescimento da pandemia com a variante ômicron, porém, o retorno presencial às aulas pode ser afetado. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul , por exemplo, já adiou suas aulas, inicialmente marcadas para 17 de janeiro, para 7 de fevereiro. A Federal do Paraná também postergou em duas semanas o retorno presencial, agora previsto para 14 de fevereiro. As aulas terão início dia 31 deste mês, mas de forma virtual. Outras universidades, por enquanto, irão manter datas já previstas, em geral, para meados de fevereiro. Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Fundão Reprodução/TV Globo A Universidade Federal do ABC informou que não recebeu nenhum recurso específico destinado ao combate à pandemia, mas que usou verba que dispunha para investir em pesquisas sobre coronavírus e para melhorar a segurança sanitária de suas unidades. Em uma delas, a instituição desenvolveu um autoteste para detectar o coronavírus. Toda semana, 2.000 funcionários e alunos que usarão os laboratórios e colaboradores das duas unidades – normalmente, são 16 mil – vão se submeter ao exame simples, que consiste em colocar um cotonete na boca. "Parece um pirulito. Quando ele fica molhado com a saliva, o colocamos num pote, fechamos e o depositamos em uma das urnas espalhadas pela universidade", afirma Simone Aparecida Pellizon, 39, prefeita universitária da UFABC. Cada autoteste, segundo Simone, custa R$ 20. "É realmente barato se comparado a outros exames, e os resultados têm a mesma eficácia, já que houve comparação com os testes padrões." De acordo com Márcia Sperança, bióloga, pesquisadora e docente associada da UFABC, todos os itens que compõem o kit são registrados na Anvisa, que ainda discute a regulamentação do autoteste. A instituição pretende usar o autoteste para mapear o comportamento da covid-19 dentro da universidade num momento em que mais pessoas frequentarão seus prédios e, com isso, assegurar a possibilidade de tomar medidas efetivas para combater o vírus. Já na Federal da Bahia, a orientação é que apenas profissionais e estudantes com ciclo vacinal atualizado poderão frequentar atividades presenciais. Estudantes do grupo de risco poderão cursar disciplinas excepcionalmente oferecidas remotamente. A Federal do Pará também vai adotar o passaporte vacinal, inclusive no momento de fazer a matrícula. A instituição não prevê, porém, aulas remotas para estudantes do grupo de risco. "O entendimento do grupo de trabalho da UFPA é de que, com a vacinação completa, pertencer a grupo de risco não é impeditivo de participação nas atividades presenciais. Há, porém, casos especiais que em qualquer cenário garantem uma programação diferenciada", informou a universidade. Mas a instituição paraense coloca em xeque as aulas presenciais durante todo o ano por causa do corte no orçamento. "Ainda não temos uma solução financeira para garantir o funcionamento presencial ao longo de todo o ano de 2022." Entre outras ações, a Universidade Federal do Rio de Janeiro lançou a plataforma Espaço Seguro, sistema para classificação dos espaços da instituição com relação ao risco de contágio do SARS-CoV-2. Mas a infraestrutura da universidade fluminense precisa se adequar melhor para o retorno presencial, segundo a reitora, Denise Pires de Carvalho. "Há muitas salas e laboratórios de aulas práticas sem condições de uso devido à pandemia, como espaços em subsolos, sem ventilação, além de banheiros que precisam de reformas." A instalação de um ponto de testagem e de vacinação para covid-19 foi uma das ações citadas pela Universidade Federal do Espírito Santo, que vai exigir passaporte de vacina no retorno às aulas. Com o objetivo de rastrear contatos, monitoramento e busca ativa de infectados e em isolamento, a Universidade Federal do Paraná desenvolveu um aplicativo, conta o pró-reitor de Administração, Marco Antonio Ribas Cavalieri. "Também temos protocolos de prevenção, instruções de uso de espaços físicos e testagem de RT-PCR", afirma ele. Mesmo com os cortes no orçamento, que já ocorrem desde 2016, e o aumento das demandas científicas e gastos extras por causa da pandemia, as universidades estão conseguindo se manter, mas a situação é bastante complicada, diz Soraya Smaili, farmacologista professora da Escola Paulista de Medicina, ex-reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenadora do Centro SoU_Ciência, da instituição de ensino. "Essa situação é terrível. As federais dependem da aprovação do orçamento e, ainda, temos um governo que não reconhece o papel das universidades, que se mostraram tão fundamentais nesta pandemia, e não dá apoio, realmente", diz a especialista, fazendo referência à administração do presidente Jair Bolsonaro (PL). A Universidade Federal de Santa Catarina é uma das instituições prejudicadas com menos verba e afirma em nota, validando o que foi dito por Soraya, que seu orçamento manteve valores sem correção e com cortes, "como tem ocorrido há alguns anos". A instituição de ensino catarinense conta que conseguiu remanejar, dos recursos de custeio, utilizados em outras despesas –como diárias e passagens– e destiná-los às ações de segurança sanitárias. Já a Federal do Ceará ainda prepara documento de orientação sobre o retorno e só irá se posicionar após finalização. A instituição também aguarda a aprovação do orçamento. Em 2021 a verba para ações relacionadas à covid-19 foi de R$ 4 milhões. Em Minas Gerais, a UFMG vai manter as medidas de segurança como uso de máscaras, distanciamento social, higiene das mãos e ventilação dos ambientes. A ocupação será 100% presencial para funcionários e estudantes. O início das aulas está previsto para o dia 26 de março. O MEC (Ministério da Educação), em nota, afirma que em função da autonomia das instituições federais de ensino superior, cabe a elas a gestão e destinação dos créditos orçamentários, podendo, inclusive, solicitar eventuais alterações orçamentárias, caso seja necessário. A nota segue informando que o orçamento para 2022 ainda está em tramitação. O MEC afirma que disponibilizou o protocolo de biossegurança para retorno às atividades. Questionado sobre os cortes, o ministério não respondeu. Procuradas, as universidades federais de São Paulo, Mato Grosso e Pernambuco não responderam à reportagem. Realidade das estaduais paulistas USP, Unesp e Unicamp, universidades ligadas ao governo paulista, receberam recursos específicos para adotar medidas sanitárias. Em outubro do ano passado, o governo de João Doria (PSDB) anunciou o repasse de R$ 1 bilhão em crédito suplementar para as três instituições. Só na Unesp, foram investidos cerca de R$ 245 milhões em melhorias na infraestrutura, promoção à saúde e apoio aos alunos, no contexto da pandemia, segundo a universidade. A Unesp afirma, ainda, que também desenvolveu um teste por meio de saliva para aplicar no retorno às aulas – também colhido pelo próprio paciente e depois enviado ao laboratório – e criou um sistema online onde os alunos devem anexar o comprovante de vacinação contra a covid-19. A USP e a Unicamp afirmam que não vão realizar testes de covid-19 como parâmetro para o retorno às aulas presenciais. As universidades estaduais têm autonomia e maior capacidade de manejar seu orçamento, sem depender de aprovações, explica a professora Soraya Smaili. "Essas instituições têm a possibilidade de fazer um planejamento com mais recursos, então elas têm mais apoio do estado para fazer um planejamento maior", afirma a ex-reitora da Unifesp.

Venezuelanos não sentem no bolso o fim da hiperinflação


O fenômeno da hiperinflação acontece quando os preços de bens e produtos aumentam mais de 50% ao mês; o país iniciou sua escalada hiperinflacionária em 2017 e, em 2018, a inflação atingiu 130.060% Em um dia e meio de trabalho, o venezuelano Jorge Luis Arreaza, de 60 anos, mal ganhou quatro bolívares (menos de um dólar) para tomar conta e lavar carros estacionados em uma avenida ao norte de Caracas. Antes ele ganhava o equivalente a US$ 5 por seis automóveis. Durante um discurso no sábado passado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que depois de “muita paciência e proteção” o país teve uma inflação mensal de um dígito nos últimos quatro meses. “Isso nos deixa otimistas de que superamos os fardos da hiperinflação”, afirmou o presidente, algo com que os economistas concordam, embora se mostrem mais cautelosos e evitem comemorar. O fenômeno da hiperinflação acontece quando os preços de bens e produtos aumentam mais de 50% ao mês, o que se traduz em pessoas que pagam mais para comprar menos. A Venezuela começou sua escalada hiperinflacionária em 2017, quando a inflação mensal chegou a 56,7% em dezembro. A inflação daquele ano foi de 862,6%, para depois atingir 130.060% em 2018, segundo dados do Banco Central do país, que deixou de divulgar dados econômicos por quatro anos. Um comerciante conta notas de bolívar e dólar para entregar a um cliente de seu estabelecimento, em Caracas, Venezuela Matias Delacroix/AP Inflação mensal de um dígito Em dezembro do ano passado, a Venezuela registrou uma inflação mensal de 7,6%, com o que completou 12 meses com uma variação inferior a 50%, o que se enquadra no conceito tradicional do que marca o fim de um ciclo de hiperinflação. Ainda assim, a taxa anual foi de 686,4%, o que a torna o país com a inflação mais alta do mundo. Em comparação, a Colômbia fechou 2021 com uma taxa de 5,62%, enquanto a da Argentina subiu para 50,9%, em uma região que registra taxas mais altas do que o normal, com economias prejudicadas pela pandemia. Maduro espera que “com muita disciplina” essa taxa abaixe durante 2022, embora não tenha dado detalhes de ações concretas, mas grande parte da população não vê isso refletido em suas contas, o que a deixa com poucas opções de poupança. “A situação não mudou, para mim está até pior. Antes eu levava para casa até US$ 8, e, agora, quando muito consigo US$ 4”, diz Arreaza, enquanto mostra os bolívares que tem no bolso. “O fim da hiperinflação não é suficiente para que haja uma melhora nas condições de vida dos venezuelanos. Tem de haver um aumento na capacidade de produção e na capacidade de exportação. Tivemos uma queda muito acentuada na produção. O fim da hiperinflação pode ser visto como uma boa notícia, mas é uma notícia incompleta”, disse o economista venezuelano Ronald Balza, que também explicou que o governo cortou seus gastos e deixou de emitir bolívares ao manter os salários baixos nas instituições públicas e não investir em manutenção da infraestrutura em áreas como as de energia elétrica e hospitais. Lesli Ibarguen, uma jovem de 19 anos, vende pratos de arroz chinês a US$ 1 para almoços todos os dias nas ruas do bairro pobre de Petare, a leste de Caracas. Em um bom dia, ela consegue fazer um lucro de US$ 15. “Para mim, meu trabalho é muito abençoado e agradeço a Deus, mas também não [consigo o suficiente] para me ajudar com os gastos necessários do dia a dia”, diz ela. Por exemplo, um quilo de peito de frango passou de US$ 4 para US$ 6 em uma semana. Em outros momentos, o governo já alegara que a hiperinflação tinha sido “induzida”, como parte de uma “guerra econômica” da oposição venezuelana e das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Reformas monetárias Com o aumento galopante dos preços, o Estado fez duas reformas monetárias desde 2018, nas quais eliminou 11 zeros da moeda venezuelana como medida para facilitar as transações, já que as pessoas precisavam usar maços de notas para comprar apenas uma caixa de ovos, e os caixas eletrônicos não tinham bolívares, o que provocava longas filas nos bancos. Para Balza, a hiperinflação também levou as pessoas que podiam a fazer pagamentos em dólares ou euros “por causa da falta de notas de bolívar” e das grandes quantidades de notas necessárias para cada transação. Segundo a empresa econômica Ecoanalítica, mais de 60% dos pagamentos no país são feitos em moeda estrangeira. O uso generalizado de dólares também fez seu preço disparar no mercado negro, que, agora, está estável há vários meses. Quando a hiperinflação começou, o país sul-americano passava por uma grave escassez de alimentos e produtos de higiene, com prateleiras de supermercados vazias e longas filas de pessoas que tentavam comprar — em quantidades limitadas — o pouco que havia. Em meio a esse colapso econômico, em 2019 o governo venezuelano relaxou o rígido controle cambial que mantinha havia 16 anos, o que permitiu o aumento da circulação de moedas estrangeiras e foi definido por Maduro como “uma válvula de escape”. Pobreza Hoje, com as prateleiras cheias de produtos importados dos EUA ou da Turquia, a produção venezuelana não decola. E com um salário mínimo equivalente a US$ 3 ou US$ 4, poucos têm acesso a artigos com preços dolarizados, em meio à pobreza que abrange quase 95% da população, segundo um estudo independente feito no ano passado. No discurso do dia 15 de janeiro, Maduro disse que, em 2021, a pobreza no país foi de 17,7%, depois de três anos sem nenhuma atualização oficial. “[O governo] diz que a hiperinflação está parando, que já saímos dela, algo que Maduro também vai apresentar como um êxito de alguma maneira. O governo não publicou os números das contas nacionais, nem o balanço de pagamentos. Não vemos como isso muda a vida para a maioria dos venezuelanos”, afirmou Balza. Na Venezuela é normal que profissionais tenham dois ou até três empregos para aumentar sua renda e a economia informal tem crescido nos últimos anos, razão pela qual muitos vivem do que ganham no dia e usam essa renda para comprar alimentos. “Quero começar um curso e ver como fica isso da universidade. E qual é o problema? Fica complicado porque, obviamente, com a venda de arroz eu não acho que possa fazer isso. (...) Quero ter estabilidade”, disse Ibarguen, enquanto enchia seus recipientes para vendê-los. Balza disse que é necessário que o governo publique estatísticas, como as dos detalhes do orçamento nacional, dos gastos públicos e das exportações e importações, algumas das quais não são atualizadas há pelo menos três anos. “Com base nas informações é que se pode avaliar o investimento privado em atividades produtivas. A informação é essencial para ter uma economia ordenada. A inflação é apenas um dos problemas a serem enfrentados”, acrescentou.

Bolsonaro minimiza mortes de crianças por covid, critica Lula e fala em zerar imposto do diesel


Um dia após o enterro da mãe, Olinda, Bolsonaro saiu da casa da família, em Eldorado, interior de São Paulo, e passou mais de uma hora conversando com moradores da cidade Em manhã com clima de campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (22), voltou a minimizar o número de mortes de crianças pelo novo coronavírus, criticou o governo Lula e falou em zerar imposto do diesel. Um dia após o enterro da mãe, Olinda, 94, Bolsonaro saiu da casa da família, em Eldorado, interior de São Paulo, e passou mais de uma hora conversando com jornalistas e moradores da cidade. O presidente voltou a defender remédios sem eficácia contra o coronavírus e disse que as mortes de crianças pela doença foram insignificantes. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), desde o começo da pandemia até 6 de dezembro de 2021, foram registradas 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos por covid-19 no país. "Se você analisar, 2020, 2021, mesmo na crise da coronavírus, ninguém ouviu dizer que estava precisando de UTI infantil. Não teve. Não tivemos. Eu desconheço criança baixar no hospital. Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento, profundamente, tá. Mas é um número insignificante e tem que se levar em conta se ela tinha outras comorbidades também", disse. Em dezembro, o presidente apoiou a declaração feita pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e disse que o número de óbitos nessa faixa etária não justificava uma ação emergencial. No início deste mês, o chefe do Executivo disse desconhecer morte de crianças pela covid. Bolsonaro também afirmou que a vacina para crianças não é obrigatória e que devem ser citados possíveis efeitos colaterais. "A vacina para crianças não é obrigatória. E tem que ser falado o quê por ocasião da vacinação? Quem for aplicar a vacina? Olha, tá aqui teu filho, de cinco anos de idade. Ele pode ter palpitação, dores no peito e falta de ar. Vai ser dito para ele, como está no despacho do Lewandowski". O presidente Jair Bolsonaro Marcelo Chello/AP PEC dos Combustíveis Ele também falou sobre uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para autorizar a redução temporária de tributos sobre combustíveis, uma tentativa de dar alívio ao bolso dos consumidores em ano eleitoral. Bolsonaro afirmou que a PEC é autorizativa. "Eu vi um órgão de imprensa dizendo que com essa PEC da imprensa eu quero confusão com os governadores. Confusão se fosse uma determinação, a PEC é autorizativa. Eu garanto para você, se a PEC passar, no segundo seguinte à promulgação, eu zero o imposto federal do Diesel no Brasil", disse. Lula O presidente também rebateu diversas críticas feitas à sua gestão. E comparou sua gestão com a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais para presidente. "Quando se fala 'no meu governo se comia melhor'... O Lula governou sem teto [de gastos]. Podia gastar à vontade", disse, afirmando que o Bolsa Família de sua gestão é maior do que na época de Lula. O presidente citou a corrupção na Petrobras no governo do adversário e disse que, se ele ganhasse, políticos como José Dirceu e José Genoino voltariam. Bolsonaro emendou diversos assuntos, de histórias sobre a juventude na cidade, a ações de governo, como o Linhão de Tucuruí, que vai ligar Roraima ao Sistema Nacional de Energia. "Hoje em dia se gasta, de forma subsidiada, um milhão de litros de óleo diesel para ter energia em Roraima. Podia abandonar Roraima, né? Um Estado que quase não tem densidade eleitoral nenhuma. Mas, não, estamos lá colaborando com Roraima", O presidente ainda parou para conversar com moradores e jogou na Mega Sena. Por volta das 11h, ele decolou rumo a Brasília. Ele estava em Eldorado desde a tarde de sexta-feira (21), quando acompanhou o enterro da mãe.

RJ: Projeto Cidade Integrada será levado a outras comunidades após resultados no Jacarezinho e na Muzema


Em entrevista coletiva na manhã deste sábado (22), o governador Cláudio Castro falou do plano que prevê investimento inicial de mais de R$ 500 milhões O governador do Rio, Cláudio Castro, disse que o Cidade Integrada será levado para outras comunidades apenas após ter resultados no Jacarezinho e na Muzema. As duas favelas, que ficam na zona Norte e Oeste, respectivamente, da capital, foram as primeiras a receber o projeto do governo, iniciado na última quarta-feira (19). Em coletiva na manhã deste sábado (22), o governador falou do plano que prevê investimento inicial de mais de R$ 500 milhões. As etapas têm planejamento voltado para educação, mercado de trabalho, saúde, bem-estar, saneamento básico, entre outros. Castro disse que isso não será divulgado ou debatido planos para as próximas comunidades, enquanto o programa não estiver devidamente implantado e mostrando resultados nas duas primeiras favelas atendidas. Na quarta-feira (19), agentes das polícias Civil e Militar também estiveram no Morro do Banco e na Tijuquinha, favelas na região do Itanhangá, assim como a Muzema, numa região controlada pela milícia. “Enquanto não estiver funcionando plenamente (no Jacarezinho e na Muzema) não vamos falar das próximas. Enquanto o programa não tiver devidamente implantado mostrando resultados, não há sequer prazo para as próximas. As primeiras são Jacarezinho e Muzema, e só há de se pensar nas próximas após essas estarem funcionando totalmente de forma correta”, disse o governador. Além da ocupação do território, no qual o governo quer manter uma ação integrada e permanente, serão instalados projetos sociais para os moradores, tendo, entre as finalidades, geração de renda, saúde, educação e emissão de documentos. Em entrevista coletiva neste sábado (22), o governador do Rio, Cláudio Castro, fala sobre o projeto "Cidade Integrada" Reprodução/TV Globo No início da apresentação, foi exibido um vídeo que destaca a união de quase 40 instituições numa "integração de verdade". Além disso, as imagens destacam que o projeto chega para mudar a vida dos cidadãos fluminenses. “Hoje é um dia muito esperado, desde abril, quando eu disse que teríamos um programa para olhar de forma diferente para as comunidades”, disse Castro no início da coletiva. “Estamos dando um passo muito importante, com uma segurança pública mais cidadã, onde quem ganha é a população” Na quarta-feira, 1.200 agentes das polícias Civil e Militar entraram pelas vielas do Jacarezinho para ocupar a região. Nessa primeira etapa, a memória do projeto da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que se dissolveu ao longo dos anos, foi imediatamente comparada. Na manhã deste sábado, Castro voltou a falar que os programas não são iguais: “Esse programa em nada tem a ver com a UPP, não é um plano de pacificação. Essa ideia traz mais prejuízos do que benefícios. Esse projeto é de retomada do território e de entrega para quem ele pertence”, disse. Ele destaca que o plano ainda não está fechado, já que ele será debatido com a comunidade frequentemente. “O diálogo é um dos principais pilares para o sucesso. Sem ouvir especialistas e a comunidade, não daria certo. O governo está de ouvidos abertos. Sem diálogo, esse plano viraria uma imposição na vida das pessoas”, disse o governador. “A grande e verdadeira integração é a sociedade poder participar do que será feito para ela. A minha ida ao Jacarezinho é a prova de que os moradores podem confiar.” Escolha das comunidades Sobre o critério de escolha da Muzema e do Jacarezinho para serem as primeiras comunidades a receber o projeto, Castro agradeceu a participação do prefeito Eduardo Paes no projeto. “Foi projetado de ser uma comunidade de tráfico e outra de milícia. O Jacarezinho, depois de tudo que aconteceu, tinha que estar nesse projeto. Não podíamos fechar os olhos para o que aconteceu lá. E havia um clamor enorme para isso. A Muzema é um dos berços da milícia, e nunca foi feito um trabalho desse numa área como essa. Ocupar comunidades de tráfico, a polícia já tem experiência. Mas de milícia ainda não.” Conselho com moradores Sobre a criação do conselho com integrantes do governo e moradores das comunidades, Castro disse que a escolha será feita pelas associações de moradores, que também ficarão responsáveis por escolher os dias dos encontros e a metodologia utilizada. Novos projetos e espaços Entre os programas sociais, o “Desenvolve Mulher” é voltado diretamente para 2 mil chefes de família, de 16 a 30 anos, e terá como diretriz a capacitações e o incentivo ao empreendedorismo. Já o "De bem com a vida" terá o foco nos idosos, com cuidado para a saúde mental e física por meio de atividades. “A mãe chefe de família é uma das nossas prioridades”, disse Castro. Os estudantes terão o “Centro da Juventude”, que passará por reformas no Jacarezinho e será construído na Muzema. Nos espaços será oferecido o programa de desenvolvimento de jogos "Vem pro Game" e promovida a inclusão digital através de um curso. Já o esporte ficará em núcleos, com capacidade de 150 alunos por unidade, que terá materiais gratuitos, e, segundo o governador, a partir desta segunda-feira (24), quatro espaços serão instalados no Jacarezinho. “Não adianta falar de jovens e não falar sobre o que interessa a eles. E, hoje, além do esporte e da cultura, os games são grandes atrativos para os jovens.” Castro destacou que, para a ação "Favela Criativa", ele pediu editais facilitados e sem burocracia para projetos culturais. AgeRio Para a área econômica, as comunidades vão ganhar agências do AgeRio, voltada a investimentos para empreendedorismo. Sobre o auxílio para aquisição do gás, Castro destacou que a proposta é fornecer um voucher, e não a quantia em dinheiro, para a retirada do botijão. O plano também prevê um estudo, a ser apresentado em 30 dias, de estímulos para serviços, como regularização dos serviços de TV e internet e tarifa social mais acessível. “Sabemos que um dos problemas nessas comunidades é a agiotagem, com práticas violentas. Vamos abrir essa linha de crédito para que a população não vá parar na mão de traficantes. Para evitar que esse dinheiro pare nas mãos do crime.” Coleta de lixo Nas duas comunidades será construído um espaço de geração de emprego local, por meio de cursos de capacitação e parcerias institucionais. Além do caráter ambiental, os novos polos de reciclagem também vão abrir vagas de trabalho para os moradores no tratamento de resíduos sólidos, no qual Castro destacou o potencial de geração de renda e lucro do projeto. “O lixo é um problema real. Havia uma proibição da Comlurb de entrar na comunidade e fazer a coleta. Essa será uma parceria com a prefeitura. Mas não adianta só pensar na coleta, mas também na reciclagem, que gera empregos e renda.” Saneamento As medidas quanto ao saneamento básico para o fornecimento de água e a coleta de esgoto incluem limpeza, extensão e recuperação de estruturas que atendem a esses serviços. O programa "Na Régua" contou com o cadastramento feito pela Prefeitura do Rio, o que auxiliou a realização do projeto que prevê um censo sobre a situação dos imóveis, com melhorias nas estruturas das residências. “Antes do fim ano, nenhuma residência deixará de ter banheiros. Infelizmente isso ainda acontece nas comunidades. Eles serão construídos pelo Estado”, afirmou Cláudio Castro. Posto de ouvidoria Na sexta-feira (21), o governo do Rio instalou um posto de ouvidoria da Polícia Militar para receber denúncias e reclamações de possíveis exageros cometidos pelos agentes de segurança no Jacarezinho. O governador destacou o projeto de redesenho do policiamento, com redistribuição da PM no Rio de Janeiro. O plano prevê a construção de um batalhão no terreno no qual funcionou, por oito décadas, uma fábrica de lâmpadas da General Eletric (GE) no Jacarezinho. Para o endereço ainda se planeja erguer um hospital, uma vila olímpica e uma área de lazer, entre outros equipamentos públicos. “A logística de instalação e localização dos batalhões vem de 50 anos. A geografia mudou nessas cinco décadas. Então já estamos fazendo um redesenho do policiamento. Esse desenho precisa ser repensado, mudando batalhões de local ou construindo novos. É uma atualização absolutamente necessária, até pelo fracasso de outras políticas públicas. É uma proposta para que a polícia possa se reinventar. E isso não é fácil.” Descontaminação Sobre a contaminação do terreno da antiga fábrica da GE, Castro avisou que o processo para solucionar esse problema já está sendo feito. Como herança do tempo em que servia à indústria, a área está contaminada por 1,3 tonelada de produtos tóxicos, incluindo metais como mercúrio, chumbo e arsênio. Segundo o governador, o batalhão que será instalado no local irá atender toda a região, e não apenas o Jacarezinho. “Já há um espaço grande que já está descontaminado. Será ali que terá início a primeira parte. Queremos entrar lá o mais rápido possível.” Boulevard Castro prometeu a construção de um boulevard sobre o Rio Salgado depois que ele estiver canalizado, funcionando como mais uma opção de lazer para a comunidade. A macrodrenagem para o curso d'água inclui a urbanização de todo o entorno do rio, com asfalto, ciclovia, iluminação, entre outras ações. O Rio Jacaré passará por limpeza. "Casa Legal" Sobre o programa "Casa Legal", na Muzema, que prevê a entrega de títulos de propriedade a moradores da região, Castro afirmou que o sucesso do projeto será a forma de evitar que os milicianos voltem à região com a cobrança de taxas e construções de novos imóveis. “Já há um trabalho feito pela prefeitura. O prefeito Eduardo Paes disse ontem (sexta-feira) que ele está, inclusive, bastante avançado. Vamos nos reunir para ir ao Judiciário e resolver essas questões o mais rápido possível. Os cartórios também estarão nessa força-tarefa.” E completou: “Não há mais espaço para esses criminosos irem, então essa migração já aconteceu. O trabalho é não deixar que as manchas criminais de outros locais aumentem em decorrência de uma possível migração.” O governador disse que a PM seguirá combatendo possíveis casos de corrupção dentro da corporação. “Ela (corrupção) é pessoal, e não institucional. Tem meu repúdio total quem relaciona a instituição Polícia Militar à corrupção. Há um rigor muito grande para colocar para fora os mais policiais. E esse rigor vai continuar.”

Bolsonaro deve vetar R$ 3,1 bilhões em despesas do Orçamento


O texto final do Orçamento deve ser divulgado somente na segunda-feira (24), em nova edição do “Diário Oficial da União” (DOU) O presidente Jair Bolsonaro deve vetar R$ 3,1 bilhões em despesas obrigatórias que foram aprovadas pelo Congresso como parte do Orçamento de 2022. A informação foi confirmada na sexta-feira (21) pelo secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Castro, em entrevista para um podcast publicado pelo próprio Palácio do Planalto. O texto final do Orçamento deve ser divulgado somente na segunda-feira (24), em nova edição do “Diário Oficial da União” (DOU). Castro não especificou quais despesas serão alvo do corte. Os vetos mencionados no podcast representam um montante inferior aos R$ 9 bilhões necessários para recompor as despesas do Orçamento, o que contraria os cálculos da equipe econômica. "O indicativo então é apenas, indo na linha do veto essencial, de a gente vetar R$ 3,1 bilhões para a gente poder recompor despesa de pessoal. Tudo isso muito bem conversado, muito bem articulado com todos os atores do processo", explicou o secretário-executivo. Eraldo Peres/AP Photo Reajuste de servidores A Casa Civil não explicou ainda como ficará o reajuste de servidores da área de segurança. Recentemente, Bolsonaro afirmou que ainda iria decidir se vetará ou não essa proposta. Ele próprio pediu que fosse incluída no Orçamento uma reserva para o aumento. A ideia original do governo era fazer, com isso, um aceno a policiais federais, policiais rodoviários federais e funcionários do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A equipe econômica é contra e defendeu o veto ao reajuste. A proposta gerou uma onda de protestos de servidores de outras categorias, que organizaram, na semana passada, uma paralisação e não descartam entrar em greve nas próximas semanas. Eles prometem ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir que seus vencimentos também sejam aumentados com base no princípio da isonomia.

Estrangeiros buscam ficar mais otimistas com o Brasil, diz Citi


“Tem muita gente olhando e tentando ficar otimista, dando alguns tiros aqui e ali, tanto em juros como no real”, diz Alvaro Mollica, estrategista de mercados emergentes do banco em Nova York O ambiente mais calmo tanto externa quanto internamente e o diferencial de juros mais atrativo fazem com que o investidor estrangeiro volte a buscar oportunidades de entrada no Brasil nos mercados de câmbio e juros neste início de ano. Esse movimento, no entanto, ocorre ainda sem muita convicção, dada a proximidade do período eleitoral e também ao fato que, no passado recente, outros momentos vistos como oportunidade de entrada acabaram encerrados abruptamente e geraram perdas, seja por questões ligadas ao cenário político e fiscal doméstico, seja por movimentos globais ligados à política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Poder de compra dos japoneses cai para o nível mais baixo em 50 anos


Embora o BC do Japão argumente que um iene fraco beneficia a economia japonesa, a erosão do poder de compra do iene ameaça elevar o custo dos bens importados pelos consumidores no país Um indicador da força relativa do iene caiu para perto de seu menor patamar em quase meio século, diante da combinação de debilidade da moeda e de estagnação dos preços, que vem corroendo seu poder de compra das famílias japonesas. A taxa de câmbio real efetiva caiu para uma leitura de 68,07 em dezembro, segundo dados divulgados nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS). A vez anterior em que o iene rondou um território tão baixo foi em 1972. Embora o Banco do Japão, autoridade monetária do país, argumente que um iene fraco beneficia a economia japonesa, a erosão do poder de compra do iene ameaça elevar o custo dos bens importados pelos consumidores no país. O indicador não é uma taxa de câmbio de verdade e se baseia numa cesta ponderada de moedas, ajustada pela inflação. Quanto maior a leitura, mais a moeda pode comprar de bens e serviços no exterior. Diante da aceleração da inflação nos EUA e em muitas outras economias em 2021, os preços no Japão sobem em um ritmo mais lento. Uma comparação entre preços no mercado americano e japonês mostra como a curva ficou bem para trás no Japão. O plano especial da Netflix custa 1.980 ienes no Japão e US$ 19,99 nos EUA, o que equivale a cerca de 2.300 mil ienes. O modelo mais caro dos aparelhos de jogos eletrônicos Switch, da Nintendo, custa 37.980 ienes no Japão, em comparação aos US$ 349,99 (cerca de 40 mil ienes) nos EUA. Por sua vez, o lámen de porco “Shiromaru Classic”, prato característico da rede de restaurantes Ippudo, custa 790 ienes no Japão, o equivalente a US$ 6,90, enquanto nos EUA, sai por US$ 18. A leitura de dezembro para a taxa de câmbio real efetiva está apenas alguns décimos de ponto percentual acima da registrada em junho 2015, que é a leitura mais baixa nos dados do BIS, cujos registros se estendem até 1994. As estimativas anteriores a esse ano são do Banco do Japão. O índice caiu mais de 50% desde um pico observado em 1995, quando a moeda fortaleceu-se e chegou a 70 ienes por dólar pela primeira vez. O declínio decorre de uma ruptura na relação usual entre câmbio e inflação. Noriko Hayashi/Bloomberg Inflação Normalmente, o poder de compra recua quando os preços aumentam e, então, uma moeda perde valor. Seu valor fica estável quando os preços estão estáveis. O índice de preços ao consumidor do Japão subiu 4% desde 1995, em comparação à alta de 84% nos EUA no mesmo período. Essa inflação mínima deveria ter elevado o valor relativo do iene, e isso deveria estar refletido na taxa de câmbio nominal. O iene, contudo, em razão dos vários anos de taxas de juros baixíssimas, entre outros fatores, chegou a desvalorizar-se para seu pior valor em cinco anos neste mês, cotado a 116 por dólar. Agora, a cotação ronda os 114 ienes por dólar, cerca de 10 ienes mais fraca do que há um ano. O índice Big Mac, da revista “The Economist”, um indicador do poder de compra relativo, mostra que o iene é a moeda mais fraca entre os países do G-10. Em meados de junho, o famoso sanduíche do McDonald’s era vendido a 390 ienes no Japão e US$ 5,65 nos EUA. A moeda japonesa teria que valorizar-se e chegar a 70 ienes por dólar para corrigir essa diferença. PIB Há muito se acredita que um iene fraco impulsiona a economia japonesa, forte em exportações. Um relatório divulgado na quarta-feira (19) pelo Banco do Japão concluiu que a depreciação do iene “provavelmente continuará a ter um impacto positivo na economia do Japão como um todo”. O banco central estimou que uma desvalorização de 10% na taxa de câmbio real efetiva eleva o Produto Interno Bruto (PIB) real em até 0,8 ponto percentual por ano. Também destacou, contudo, que o impulso às exportações tem perdido força, em função da transferência de produção ao exterior por empresas japonesas. A fraqueza desproporcional do iene eleva o custo das importações. O índice de preços de importação, do Banco do Japão, mostra uma alta em torno de 140% na carne nos últimos dez anos, com o trigo subindo 66%, enquanto que o açúcar mascavo e o óleo de palma encontram-se nos níveis mais altos desde os anos 80. Isso pode representar um peso sobre os consumidores, caso os importadores começem a repassar esses aumentos. Toshihiro Nagahama, do Dai-ichi Life Research Institute, estima que se a cotação média dos contratos futuros do petróleo do tipo WTI em 2022 chegar a US$ 90 por barril, o custo médio geral sobre o consumidor aumentará mais de 30 mil ienes (US$ 260) em comparação a 2021, mesmo se o iene ficar estável. O petróleo, hoje, é cotado em torno a US$ 87. Parece improvável que a moeda japonesa venha a ganhar força tão cedo. Os bancos centrais europeus e dos EUA começam a adotar uma política monetária mais contracionista, enquanto o crescimento dos preços no Japão continua baixo. As diferenças nas taxas de juros ameaçam pressionar uma desvalorização ainda maior do iene.

Governo de São Paulo publica decreto que autoriza PPP para Rodoanel Norte


Ao todo, estão previstos R$ 3,04 bilhões de investimentos no projeto, que inclui a conclusão das obras e a operação do trecho por 31 anos Após anos de obras paralisadas, o governo paulista está prestes a lançar o edital de uma Parceria Público Privada (PPP) para tentar, enfim, finalizar o Rodoanel Norte. Neste sábado (22), foi publicado um decreto que autoriza a abertura da licitação. Ao todo, estão previstos R$ 3,04 bilhões de investimentos no projeto, que inclui a conclusão das obras e a operação do trecho por 31 anos. O trecho de 44 km abrange os municípios de São Paulo, Guarulhos e Arujá. Trata-se de uma concessão patrocinada, ou seja, com aportes públicos e privados. Vencerá a disputa pelo contrato o grupo que pedir o menor valor de contraprestação a ser paga pelo poder concedente à concessionária. Caso haja ofertas com deságio de 100%, passa a valer o critério do menor valor de aporte de recursos públicos na obra. O operador que vencer a licitação terá que concluir as obras do trecho, inclusive se responsabilizando pelas desapropriações. Até agora, já foi executada cerca de 75% da obra — porém, há dúvidas sobre a situação dessa estrutura já construída, já que as obras foram paralisadas há anos. Segundo o decreto publicado hoje, o projeto inclui mecanismos de compartilhamento de riscos de demanda de passageiros e cobrança por meio de “free flow”, ou seja, sem praças de pedágio e cálculo do valor a ser pago de acordo com a distância percorrida. Em caso de inadimplência dos usuários, o governo também assegurará que a concessionária privada terá direito a compensações, cujos recursos virão das multas de trânsito aplicadas, além de outros mecanismos não especificados no texto. R$ 7 bilhões de dinheiro público O governo paulista tenta tirar o Rodoanel Norte do papel há dez anos. Já foram consumidos mais de R$ 7 bilhões dos cofres públicos, sem que o empreendimento fosse concluído. Além disso, o projeto também foi alvo da “Operação Lava-Jato” e marcado por investigações por suspeitas de fraude à licitação e desvio de recursos. Em 2012, quando foi feita a primeira licitação para a obra, o projeto foi dividido em seis lotes, que foram arrematados por construtoras como Mendes Júnior, OAS, Acciona e Construcap. Diante dos atrasos, os seis contratos com as empreiteiras foram rescindidos – três deles no fim de 2018, e os demais em maio de 2019. As pendências entre o governo e as companhias foram levadas a arbitragem. O Estado também chegou a fazer um leilão de concessão do trecho, vencido pela Ecorodovias. Porém, a licitação foi anulada, para dar lugar à nova modelagem. O trecho Norte é o último que falta ser construído para completar a obra do Rodoanel, que tem como objetivo desafogar o trânsito de caminhões das cidades. Rodoanel Governo do Estado de SP

Engie deve vender última termelétrica a carvão até junho


Segundo Eduardo Sattamini, as tratativas com interessados na Usina Termelétrica Pampa Sul já estão avançadas e, se a transação de fato ocorrer, a meta é reinvestir o aporte em empreendimentos renováveis Com meta de eliminar o carvão de suas operações de geração de energia no mundo ainda nesta década, a Engie Brasil Energia concentra esforços na venda da sua última termelétrica que utiliza essa fonte, a Usina Termelétrica Pampa Sul, e prevê concretizar a operação até junho de 2022. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

FT: EUA negociam com Qatar soluções de fornecimento de gás para a Europa


O governo de Joe Biden negocia formas de abastecimento de GNL, caso uma invasão russa à Ucrânia interrompa o fornecimento do produto para o continente europeu Os Estados Unidos iniciaram conversas com o Qatar e outros grandes exportadores de gás para planejar medidas de contingência caso uma invasão russa à Ucrânia interrompa o fornecimento do produto para a Europa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.